Amcham identifica setores competitivos para a Alca

Estudo realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) revela que os setores mais competitivos da economia brasileira, com vistas à criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), são têxtil, siderurgia, autopeças, embalagens, brinquedos, aviões, bebidas, armamentos, cimento, papel e celulose e alumínio. Na ponta contrária, os setores com maior dificuldade de ganho na Alca são máquinas e equipamentos, químicos, móveis e componentes eletrônicos.O estudo foi elaborado pelo comitê Alca da Amcham, uma espécie de força-tarefa da entidade que avalia as melhores formas para a integração regional. O grande destaque entre as vantagens brasileiras é o setor do agronegócio, que tem hoje condições de competir com qualquer país.O presidente do conselho da Amcham e da Mangels Industrial, Robert Mangels, afirmou que é importante o Brasil explorar suas vocações que não exigem o domínio imediato de tecnologias de ponta. A exceção é o setor aeroespacial, no qual a Embraer já vem consolidando posições dentro de uma indústria de alta tecnologia.EscalaMangels acredita que para os setores menos competitivos da indústria brasileira, a questão da escala de produção é muito importante. Ele destaca o setor de máquinas e equipamentos, para o qual o mercado brasileiro é muito pequeno. "Ainda assim, acredito que o brasileiro subestima sua capacidade de competição. Temos, sim, condições de tirar muito proveito da Alca", afirmou, no "I Fórum Alca Impactos na Economia Brasileira", promovido pelo Conselho Regional de Economia.Ainda sobre o setor de máquinas e equipamentos, Mangels disse que o mais importante é que os produtos sejam bem feitos, sem necessidade de se produzir aparelhos com a mais alta tecnologia, já que a concorrência no mercado externo é muito acirrada e dominada por países como os Estados Unidos.Na avaliação do empresário, os EUA têm hoje mais medo da Alca do que o Brasil. Isso é demonstrado pelo fato de o país ter diversos setores protegidos, entre eles a agricultura e a siderurgia. O Brasil, no entanto, tem capacidade de ser competitivo em diversas áreas protegidas nos EUA.

Agencia Estado,

20 de setembro de 2002 | 16h20

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