Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Ameaça de greve faz GM negociar salário

Metalúrgicos cruzariam os braços se empresa não reabrisse diálogo

Marcelo Rehder, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2012 | 00h00

O clima começa a esquentar na campanha salarial dos metalúrgicos do Estado de São Paulo. Em assembléia realizada ontem de manhã, os trabalhadores da General Motors (GM) de São José dos Campos rejeitaram a proposta feita pelas montadoras na semana passada e aprovaram greve caso a empresa não abrisse negociação. Na assembléia do turno da tarde, os metalúrgicos foram informados que a negociação já havia sido agendada para hoje.A reunião será realizada na sede da GM em Santo André e terá a participação de representantes dos sindicatos dos metalúrgicos de São José e de São Caetano do Sul, onde o acordo também foi rejeitado.''''A empresa tem condições de melhorar a proposta'''', diz Luiz Carlos Prates, secretário-geral do Sindicato de São José dos Campos, que é filiado à Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), central ligada ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU).Pela oferta das montadoras, os salários teriam aumento real de 2,5%, além da reposição da inflação, de 4,82%. O piso da categoria, cuja data-base é setembro, seria reajustado em 7,73%. Os metalúrgicos de São José querem 8% de aumento real.O cenário é favorável para reivindicar aumento de salários, pois as montadoras têm batido recordes seguidos de produção e vendas.Tanto que sindicalistas da Conlutas e da Força Sindical já criticam o acordo aprovado pelos metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Taubaté, ambos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT). ''''Eles deveriam rasgar o acordo'''', defende Prates.Para Eleno Bezerra, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o acordo com as montadoras nivelou por baixo as outras negociações salariais. ''''Todo mundo vai querer dar menos que 2,5% de aumento real, porque a indústria automobilística é o setor que mais ganhou dinheiro no Brasil neste ano, depois dos bancos.''''O sindicalista quer reunir hoje mais de 5 mil metalúrgicos da Força numa passeata até a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para a entrega da pauta de reivindicações da categoria.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.