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Ameaças na Nigéria levam o petróleo a U$ 50,47 o barril

Os preços do petróleo continuam testando novos recordes de alta na manhã desta terça-feira diante dos temores de que a produção da Nigéria seja afetada por ataques de forças rebeldes contra instalações petrolíferas do país. A milícia armada disse que as companhias de petróleo devem cessar sua produção até 1º de outubro ou enfrentar uma guerra.Em Nova York, o contrato futuro de petróleo com vencimento em novembro atingiu US$ 50,47, nova máxima histórica intraday (durante os negócios) até o momento. Desde o início do ano, o barril do petróleo acumula um aumento de 54%. Em Londres, o barril do petróleo tipo brent continua oscilando próximo do seu recorde de US$ 46,80. A barreira de US$ 50,00 o barril em Nova York foi ultrapassada ontem à noite, já no pregão eletrônico Access, depois do Congresso Trabalhista da Nigéria, que agrega todos os sindicatos industriais do país - inclusive dos petroleiros -, ter ameaçado convocar uma paralisação nacional em duas semanas, caso o governo não reverta aumento de cerca de 30% nos combustíveis, decidido na semana passada.Às 7h41 (horário de de Brasília), o contrato do petróleo cru subia US$ 0,53 (1,07%), para US$ 50,17 o barril no pregão eletrônico Access, da Nymex. O brent era negociado em Londres a US$ 46,62 o barril, alta de US$ 0,69 (1,50%). Especialistas acreditam que o petróleo cru poderá atingir US$ 60,00 o barril, caso surjam novas ameaças ao abastecimento global.Empresas petrolíferas que operam na Nigéria foram alertadas nesta manhã a fechar suas unidades no delta do rio Niger até sexta-feira, como prevenção a um ataque massivo na região. Os rebeldes nigerianos acusam as empresas Shell e Agip de colaborarem com o governo do país "em atos de genocídio"contra a população.Além disso, os mercados também estão atentos a problemas políticos na Arábia Saudita, maior produtor mundial de petróleo, e a possíveis ataques contra instalações petrolíferas no Iraque.A agência de notícias France-Press informou que as refinarias dos EUA poderão solicitar mais petróleo após obterem empréstimos dos estoques de emergência do país para compensar os problemas de abastecimento causados pela passagem do furação Ivan no Golfo do México.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2004 | 08h18

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