América do Sul será foco de vendas do setor

A indústria automotiva brasileira estuda com o governo federal medidas para aumentar as exportações. De acordo com presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, ainda em agosto alguns acordos de livre comércio poderão ser fechados pelo Brasil, primeiramente com países da América do Sul. Segundo ele, neste ano, outros acordos também devem ser fechados com países africanos.

O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2014 | 02h05

Durante o Workshop Planejamento Automotivo 2015, em São Paulo, Moan explicou que o setor está trabalhando com o governo para elaborar uma agenda de negociações comerciais. A primeira reunião deve ser com a Colômbia. Segundo ele, a ideia é aprofundar o acordo vigente, para aumentar a atual redução, de aproximadamente 50%, nas tarifas de exportação entre os dois países, que faz com que a tarifa de comércio entre eles fique em torno de 17%.

Entre o final de setembro e o início de outubro, o governo brasileiro deve se reunir com o México para tentar fechar um acordo. "A ideia é que o setor privado esteja junto com o governo nessas negociações."

Durante a palestra, o presidente da Anfavea afirmou que o setor automobilístico chegou "ao fundo do poço" no primeiro semestre do ano, mas deve seguir em ritmo de recuperação a partir de agora. Para 2014, Moan prevê fechamento em queda em torno de 5,4% nas vendas em relação a 2013. "Isso significa que, para alcançar esse resultado, teremos que crescer no segundo semestre sob o primeiro a uma taxa de dois dígitos", ponderou.

Moan avaliou que, com a crise na Argentina, a exportação de veículos prontos brasileiros deve diminuir, mas a um ritmo muito menor do que a queda das vendas de automóveis argentinos. Ele fez questão de lembrar que, mesmo com os problemas no país vizinho, de janeiro a junho o setor automotivo brasileiro tem balança comercial com a Argentina com superávit, uma vez que exportou R$ 3,7 bilhões e importou R$ 3,6 bilhões.

Em sua fala, ele defendeu também um novo programa de modernização das fábricas e renovação das máquinas industriais e um programa de incentivo a renovação da frota de caminhões. / IGOR GADELHA

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