América Latina avança, mas está atrasada com reformas--Cepal

A América Latina tem tido avançoseconômicos e sociais significativos nos últimos seis anos, masainda não foi capaz de realizar as mudanças estruturais quepermitam a criação de bases para um crescimento maissustentável no longo prazo, disse a Comissão Econômica para aAmérica Latina (Cepal). "Essa tem sido uma grande fraqueza da região", reconheceu àReuters o secretário-executivo do órgão, José Luis Machinea, aoexplicar os pilares de um documento publicado na reuniãoministerial iniciada na terça-feira em Santo Domingo. Ele esclareceu, no entanto, que nem todos os países daregião têm os mesmos pontos fortes e fracos, mas destacou quepara este ano é esperado que a região encerre um ciclo de seisanos consecutivos de crescimento econômico, algo "que é muitoimportante". "Eu diria que a América Latina tem força pelos últimos anosde crescimento, tem uma macroeconomia, sem considerar osproblemas conjunturais, muito mais sólida do que há dez anos, etem uma consciência de que manter as contas fiscais em ordem éimportante", disse. Machinea explicou que o ponto de vista do crescimento não éo único que tem destaque. Segundo o estudo, a região também temconsciência crescente de que é necessário melhorar adistribuição de renda. Ainda assim, ele insistiu que a região precisa de mudançasestruturais para garantir a sustentabilidade desse crescimentono médio e longo prazo. "O que este documento tenta fazer é o que a região deveriatentar fazer em termos de produção e produtividade, em termosde diversificação de estruturas produtivas para assentar asbases de um crescimento", afirmou. No documento é destacado, por exemplo, que a região nãoconseguiu avançou importantes na qualidade dos produtos queexporta, sobretudo quando a comparação é com os países emdesenvolvimento da Ásia. Quanto à integração regional, Machinea disse que esseprocesso não avançou de forma similar na América do Sul,Central e no Caribe. "Essa integração avançou mais na AméricaCentral e no Caribe do que no Sul", comentou. Machinea apontou também que no processo de potencializar odesenvolvimento a curto e médio prazo da região é importantetambém a integração dos setores público e privado.

MANUEL JIMÉNEZ, REUTERS

11 de junho de 2008 | 12h03

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