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América Latina deve crescer 0,8% este ano

O crescimento econômico brasileiro, apesar de pequeno, está acima da média da América Latina este ano. O Brasil deve crescer 1,4%, enquanto a região deve ter uma queda de 0,8% no PIB, segundo previsão da Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e Caribe (Cepal)."Na América Latina, quem não está mal está de lado, sem grandes brilhantismos", disse o diretor da Cepal no Brasil, Renato Baumann, em entrevista à Agência Estado. "A região sofreu uma expressiva queda no fluxo de recursos com a retração da liquidez internacional e países importantes como a Argentina estão em recessão".Até o Chile e o México, que têm menores taxas de risco e são classificados pelas agências de classificação de risco no grupo dos que têm grau de investimento, estão tendo crescimento pequeno. O México teve queda de 2% no PIB no primeiro trimestre, cresceu 2,1% no segundo trimestre e 1,8% no terceiro trimestre, sempre comparando com os mesmos períodos do ano passado. Deve terminar o ano com crescimento em torno de 2%.O Chile cresceu 1,6% no primeiro trimestre e 1,7% no segundo. A Cepal prevê que o Chile termine o ano com crescimento em torno de 2,5%. "Brasil e Argentina têm enfrentado os choques externos. O Chile não e, mesmo assim, não cresce", diz Baumann. Ele considera que a situação da Argentina está melhorando, mas ainda é dramática. "O que chama mais a atenção em termos de trimestre é a reação argentina. A balança comercial está melhorando e isso está tendo efeitos razoáveis sobre os setores exportadores", afirmou.O diretor da Cepal observa que, no primeiro trimestre, o PIB argentino caiu 16,6% ante igual período do ano passado, e que, na comparação do segundo trimestre deste ano com o mesmo período de 2001, esta queda diminuiu para 13,6%. A previsão da Cepal é de que o País termine o ano com uma queda de 10% no PIB, no quarto ano consecutivo de retração. O Uruguai teve queda de 5,2% no primeiro trimestre e de 5,4% no segundo. "A projeção é de queda de até 11% este ano, mas com a crise diminuindo na Argentina e o Brasil melhorando, o Uruguai deve ser afetado positivamente", disse.Baumann afirma que há uma avaliação unânime de que o crescimento da América Latina no ano que vem será um pouco maior do que neste ano. A previsão da Cepal é de um aumento de 2% no PIB da região. Ele afirmou que isso "depende de para onde vão os Estados Unidos". A influência da maior economia do mundo varia de acordo com o país e também por setor, mas existe para todos, afirmou.O grande problema, disse, será um conflito no Iraque, a duração e envolvimento de outros países. Nesse caso, os preços do petróleo serão afetados e haverá uma retração ainda maior nos fluxos internacionais de investimento e dificuldades na balança comercial dos países importadores de óleo.

Agencia Estado,

29 de novembro de 2002 | 20h40

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