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América Latina deve crescer 4,5% em 2011, estima FMI

O aumento nos preços das commodities (matérias-primas) deu um grande impulso para o crescimento econômico da América Latina no ano passado. No entanto, esse avanço tem sofrido redução devido à desaceleração na demanda pelas commodities, além de políticas macroeconômicas mais rígidas na região, segundo relatório divulgado hoje pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

GABRIEL BUENO, Agencia Estado

20 de setembro de 2011 | 11h11

Em 2010, a América Latina cresceu 6,1%, porém isso deve cair para 4,5% em 2011 e recuar para 4,0% em 2012, segundo o relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, que teve seus dois primeiros capítulos divulgados hoje pelo FMI.

As estimativas do FMI sugerem que a América Latina pode ter um clássico pouso suave, cenário que pode ser bem-vindo para várias nações da região. Os fortes índices de crescimento de 2010 levaram à valorização da moeda no Brasil e em outros países, prejudicando importantes setores exportadores dos países e causando um aumento excessivo na demanda doméstica, conforme os importados tornavam-se mais baratos.

Porém, o FMI nota que essa desaceleração pode ser mais impactante para as economias da região. Se os preços dos commodities caírem mais rápido que o esperado, aprofundando os déficits nas economias latinas, isso poderia criar temores de estabilidade nas finanças da região, afirma o fundo.

"Os riscos para o panorama regional de curto prazo apontam para baixa", afirma o relatório. "Uma desaceleração mais brusca nas economias desenvolvidas, notadamente nos Estados Unidos, sufocaria o crescimento, particularmente em economias dependentes do comércio, gastos de turistas e remessas (Caribe, América Central, México)."

Juros

Muitos bancos centrais latino-americanos concluíram que as altas nos juros promovidas na primeira metade do ano, para controlar o crescimento, não são mais necessárias e podem inclusive ter de recuar nessas taxas. O Brasil cortou neste mês a taxa básica de juros de 12,5% para 12,0%. Já a Colômbia manteve sua taxa no mês passado inalterada, após seis altas seguidas, citando "alto grau de incerteza" com o panorama global.

Apesar da desaceleração provável na América Latina, o FMI diz que há "alguns" riscos de alta. "O crescimento da demanda doméstica poderia superar as expectativas se os riscos globais se reduzirem rapidamente, reiniciando a forte onda de fluxos de capitais para a região", afirma o texto. As informações são da Dow Jones.

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