América Latina deve crescer 4% em 2010, prevê FMI

Os países da América Latina deverão crescer 4% em 2010 e 2011, projeta o Fundo Monetário Internacional (FMI) no Relatório de Estabilidade Financeira Global (GFSR, na sigla em inglês), que elevou praticamente todas suas projeções para Produto Interno Bruto (PIB) nas nações do mundo, refletindo uma maior confiança no processo de retomada global. Os países asiáticos deverão crescer 6,9% este ano e 7% em 2011, enquanto as economias avançadas - entre as quais figuram Estados Unidos, zona do euro e Reino Unido, devem crescer 2,3% em 2010 e 2,4% em 2011.

LUCIANA XAVIER, Agencia Estado

21 de abril de 2010 | 12h36

Segundo o documento, ainda que a economia global como um todo tenha conseguido emergir da mais profunda recessão desde a Segunda Guerra Mundial, o crescimento das economias será muito irregular, com algumas nações crescendo em média mais de 10% em 2010-2011, no caso de economias asiáticas, e outras ainda tateando no terreno negativo, como alguns países do leste europeu.

EUA

O FMI revisou suas projeções para o crescimento do PIB dos Estados Unidos para 3% em 2010. A projeção anterior, de janeiro deste ano no World Economic Outlook (WEO), era de expansão de 2,7%. Em relação ao relatório de abril do ano passado, a previsão era de que o PIB dos EUA ficasse em 0%. Segundo o relatório, a expectativa é de que a recuperação da economia norte-americana seja gradual, especialmente quando os efeitos dos estímulos fiscais e monetários arrefecerem, o que fará que ela desacelere para crescimento de 2,6% em 2011, ainda assim acima da expansão de 2,4% estimada no relatório de janeiro deste ano.

A taxa de desemprego deve continuar alta, em 9,5% em 2010, e ao redor de 8,25% em 2011, segundo estima o FMI, e a inflação deve seguir sob controle, com crescimento de 2% em 2010 e 1,75% em 2011. O relatório ressalta que a fraqueza contínua do mercado imobiliário e turbulências novas nos mercados financeiros poderiam pesar negativamente na atividade. Porém, esses riscos poderiam ser compensados por uma melhora da demanda privada, com estímulos adicionais, ou um ciclo de estoques melhor do que o esperado.

No entanto, o FMI observa que os riscos para 2011 e nos anos seguintes continuam apontando para o lado negativo, diante do risco de piora nos mercados imobiliário ou financeiro. Uma vez, porém, que a economia dos EUA esteja no caminho de uma recuperação mais sólida, o FMI sugere que a consolidação fiscal passe a ser prioridade do governo.

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