América Latina e Caribe vão ter crescimento no nível dos anos 90

Relatório do BID ressalta a generalizada deterioração fiscal decorrente das medidas contracíclicas adotadas depois da crise financeira de 2008

Cláudia Trevisan, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2015 | 02h04

Afetados pela queda no preço das commodities, a fraca expansão global e o esgotamento de sua capacidade de estimular a economia, os países da América Latina e do Caribe terão pela frente anos de baixo crescimento, em patamares semelhantes aos registrados nos anos 90, avaliou o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em seu relatório anual sobre a região.

Divulgado ontem em Busan, na Coreia do Sul, o documento ressalta a generalizada deterioração fiscal decorrente das medidas contracíclicas adotadas depois da crise financeira de 2008.

Segundo o economista-chefe do BID, José Juan Ruiz, 15 países que representam 93% do PIB da região crescem abaixo de seu potencial, mas registram déficits estruturais que restringem sua capacidade de estimular a economia. Entre eles, está o Brasil, que teve saldo negativo primário de 0,63% do PIB em 2014, na primeira vez em dez anos em que o país não fez economia para pagar os juros de sua dívida.

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