América Latina e Reino Unido puxam lucro do Santander

Segundo maior banco da Europa anunciou lucro de US$ 7,5 bilhões no 1 º semestre, alta de 22%

JANE BARRETT, REUTERS

29 de julho de 2008 | 07h50

O Santander divulgou nesta terça-feira, 29, uma alta de 22% no lucro líquido recorrente do primeiro semestre, superando expectativas do mercado graças ao crescimento obtido na América Latina e na Grã-Bretanha. Apesar disso, analistas demonstraram preocupação com o crescimento no volume de créditos duvidosos em seu mercado doméstico.     Veja também: FMI mantém cálculo de US$ 1 tri de perdas com a crise Entenda os efeitos da crise nos Estados Unidos Cronologia da crise financeira O segundo maior banco da Europa, um dos poucos bancos globais sem exposição aos empréstimos imobiliários de alto risco dos Estados Unidos, informou que o lucro líquido alcançou 4,73 bilhões de euros (US$ 7,5 bilhões) ante previsão média de 10 analistas consultados pela Reuters de ganho de 4,53 bilhões de euros. Enquanto isso, a receita líquida de juros aumentou 14,5%, para 8,49 bilhões de euros, contra previsão média de 8,3 bilhões de euros. As ações do Santander subiam 1,75% às 7h23 (horário de Brasília), superando a performance do índice que reúne ações de instituições financeiras européias, que recuava 3,29% depois que o Merrill Lynch anunciou mais baixas contábeis e um aumento de capital de US$ 8,5 bilhões. As ações do Santander têm passado por uma performance 20% superior em relação a seus rivais europeus, mas o papel ainda é negociado em linha com o restante da Europa uma vez que os investidores estão preocupados com a economia dos principais mercados e com a agressiva política de aquisições do banco espanhol. No início deste mês, o Santander concordou em comprar a britânica Alliance & Leicester por cerca de 1,7 bilhão de euros em ações. No ano passado, o banco comprou o Real na operação de divisão do ABN Amro. Essas aquisições ajudaram a mitigar no lucro os efeitos de uma redução na velocidade da economia que está afetando a Espanha e fez o lucro líquido do braço continental europeu do Santander cair 2%. A queda ocorreu principalmente por conta de um acentuado recuo na atividade de fusões e aquisições de sua unidade de banco corporativo. O Santander informou que a taxa de créditos duvidosos subiu de 0,83% há um ano para 1,34% agora. Ativos do ABN como o Banco Real, cujos números ainda são apresentados separadamente da unidade latino-americana do Santander, tiveram um lucro líquido de 477 milhões de euros. Enquanto na Espanha o Santander teve problemas, na América Latina a instituição registrou expansão de 20 por cento no lucro líquido em dólares. Mas quando o câmbio é convertido para euros, a alta foi de 4%, para 1,42 bilhão de euros. No Reino Unido, o banco Abbey, comprado pelo Santander em 2004, teve alta de 4% no lucro, para 627 milhões de euros, enquanto em libras o crescimento do ganho foi de 20%.

Mais conteúdo sobre:
Santander

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.