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América Latina terá contração de 0,9% em 2009, aponta Fitch

Segundo a agência de classificação de risco, Brasil terá, 'na melhor das hipóteses', expansão zero neste ano

Danielle Chaves, da Agência Estado,

23 de março de 2009 | 15h09

Os bons tempos terminaram para a América Latina, afirmou a agência de classificação de risco Fitch Ratings nesta segunda-feira, 23. A agência projetou uma contração de 0,9%, em média, para a região neste ano, em consequência da crise de crédito global.

 

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A Fitch afirmou que, "na melhor hipótese", o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano ficará estagnado. A agência projeta contração de 2,5% para o México, de 1,4% para Argentina e de 1,7% para Venezuela. O Peru é o ponto positivo na região, segundo a Fitch, que estima 4% de crescimento do PIB do país neste ano.

 

Shelly Shetty, diretora sênior da Fitch, afirmou que os problemas econômicos poderiam ser piores. A América Latina obteve avanços políticos nos últimos anos, o que permitiu que a região resistisse melhor à turbulência, segundo Shelly.

 

No entanto, os preços das commodities, um fator importante para a América Latina, deverão permanecer em baixa, afirmou a analista. Isso apresenta maiores desafios para países dependentes de um tipo de commodity, como Venezuela e Equador, em relação ao petróleo, e Chile, em relação ao cobre.

 

Em contraste, países como Brasil, que exporta várias commodities, estarão em melhor posição para resistir à queda dos preços, de acordo com Shelly. O Chile, embora seja dependente do cobre, também possui um nível mais alto de resistência, por causa de elementos como, por exemplo, seu fundo de cobre.

 

A Fitch afirmou que os reduzidos fluxos de capital também deixam sua marca na América Latina, com o fluxo estrangeiro direto afetado negativamente pela redução da liquidez externa. Além disso, embora companhias e fundos soberanos latino-americanos tenham recorrido a mercados internacionais, um "amplo acesso aos mercados de capital ainda não se materializou", segundo Shelly.

 

Outra fraqueza para a região é a vulnerabilidade da demanda doméstica. "Não se pode esperar que a demanda doméstica seja um motor de crescimento independente" e ela deverá diminuir junto com uma desaceleração do crescimento do crédito e uma desaceleração do consumo privado e do investimento, disse Shelly.

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