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América Latina vai entrar em recessão em 2009, diz o FMI

A América Latina vai entrar em recessão em 2009, em linha com outros países afetados pelo declínio econômico global, disse ontem o diretor para o Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI) Nicolas Eyzaguirre, revisando a previsão anterior do órgão de que a região chegaria ao fim deste ano com algum crescimento.

SUZI KATZUMATA, Agencia Estado

26 de março de 2009 | 08h33

Eyzaguirre disse que as novas projeções do FMI serão divulgadas no encontro conjunto como Banco Mundial no fim do mês que vem, em Washington. Ele indicou que espera um crescimento negativo mundial entre 0,5% e 1% em 2009 e que a América Latina sofrerá uma contração semelhante. "A crise global está, no entanto, bastante distante do fim", disse.

Esta é a terceira revisão nas previsões do FMI para a América Latina desde outubro do ano passado. Em fevereiro deste ano, o Fundo disse que a região teria um crescimento, ainda que pequeno, de aproximadamente 1%, este ano. Este número já representava uma drástica revisão em baixa da projeção do ano passado, antes do agravamento da crise financeira, quando o FMI estimava que a América Latina cresceria 3,2% em 2009.

Eyzaguirre, que vai participar do encontro anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) neste final de semana em Medellín (Colômbia), disse que apesar da revisão nas expectativas de crescimento, a América Latina está em "melhores condições" do que no passado para enfrentar a crise. "Não parece muito consolo", disse o diretor do FMI. "Porém a região era no passado a mais volátil do mundo e agora já não é mais", acrescentou. Ele lembrou que a projeção para o mundo desenvolvido é de uma contração da atividade entre 1% e 3% este ano.

Como consequência da nova realidade econômica, Eyzaguirre disse que os governos devem se preparar para enfrentar "novas pressões" sobre suas moedas nacionais e outras áreas de seus sistemas financeiros. "A situação, no entanto, é bastante delicada", comentou. Ele indicou que em 2010 o crescimento econômico global "possivelmente estará em território positivo, porém a sensação de crise continuará presente". "Dado que o panorama é incerto e a recuperação será muito discreta, o Fundo sugere que não se retire o estímulo fiscal em 2010", comentou para evitar uma recaída.

China

O ministro das Finanças da China, Xie Xuren, disse hoje que a crise financeira mundial ainda não chegou ao ponto mais baixo e instou os governos a fazerem o possível para estimular o consumo e reforçar a confiança, informou a agência de notícias estatal Xinhua News. As declarações de Xie ecoam comentários de outros políticos chineses nas últimas semanas.

O ministro disse que os países em desenvolvimento devem fazer o que podem, tendo em vista sua própria situação, para ampliar a demanda interna, criar emprego e estabilizar os mercados. Xie recomendou ainda que os países ampliem a cooperação comercial internacional e se posicionem contra o protecionismo. Ele voltou a pedir uma reforma do sistema financeiro internacional, incluindo mudanças nas instituições multilaterais como o FMI e o Banco Mundial. As informações são da Dow Jones e de agências internacionais.

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