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América Móvil, de Carlos Slim, deve investir R$ 10 bi no Brasil em 2015

Voltados principalmente para infraestrutura e tecnologia, recursos serão destinados para Claro, NET e Embratel - empresas do grupo do magnata mexicano no Brasil; operadora pretende expandir serviço de 4G para cidades acima de 100 mil habitantes

MÔNICA SCARAMUZZO, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2014 | 02h05

A América Móvil, dona da Claro, que pertence ao magnata mexicano Carlos Slim, deverá investir cerca de R$ 10 bilhões no País no ano que vem. Carlos Zenteno, presidente da Claro no Brasil, disse que o grupo espera manter em 2015 o valor dos aportes feitos neste ano. "Os valores ainda não estão totalmente fechados, mas a matriz nos sinalizou na semana passada que vai manter os mesmos aportes previstos para este ano (também estimados em R$ 10 bilhões)", afirmou. "Olhamos o Brasil como investimento de longo prazo."

Esses aportes, voltados sobretudo para infraestrutura e tecnologia, deverão ser destinados para todas as empresas do grupo: Claro, NET e Embratel. Neste ano, a América Móvil deve encerrar com investimentos no País em torno de R$ 10 bilhões, boa parte deles gastos em infraestrutura (cabos submarinos e satélites, por exemplo), reposicionamento de marca e melhoria dos serviços. Esse valor exclui a compra do primeiro lote da faixa de 700 MHz do 4G, de cerca de R$ 2 bilhões.

Zenteno afirmou que a Claro está analisando ainda se vai pagar o arremate no leilão de 4G à vista ou parcelado. Essa decisão deve ser tomada nos próximos dias. Se for à vista, o pagamento deverá ser efetuado até o fim do ano. Se decidir pelo parcelamento, uma parte já terá de ser paga em novembro.

O executivo trabalha com a expectativa de que as faixas em algumas regiões do País estejam limpas e prontas para uso até o fim de 2015. Segundo ele, algumas cidades do interior do País, sobretudo áreas rurais, poderão ser utilizadas, uma vez que não há presença dos radiodifusores.

Os investimentos para a limpeza dessas faixas são estimados em torno de R$ 900 milhões a R$ 1 bilhão. Hoje, a operadora oferece serviço de 4G para 93 cidades. "A expectativa para 2015 é estender essa operação para os municípios com mais de 100 mil habitantes", afirmou. A expectativa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) é de que as faixas estejam totalmente liberadas até 2018.

Unificação. A companhia, que está em processo de unificação das empresas da América Móvil no País, previsto para ser concluído até o fim do ano, afirmou que as marcas Claro, Embratel e NET não vão desaparecer nem serão unificadas em uma só.

A unificação foi anunciada ano passado, como forma de simplificar a estrutura organizacional do grupo e reduzir custos. A Claro, que é uma companhia de capital fechado, poderá pedir à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) registro de companhia aberta. Mas, segundo Zenteno, a operadora não deverá negociar ações no mercado.

De acordo com o executivo, foram criadas unidades de negócios que atuarão de forma independente e elas serão comandadas pelos executivos atuais: José Formoso, na Embratel, José Félix, na NET, e ele na Claro, sem a presença de um único presidente. Haverá ainda um conselho para gerenciar o processo.

A companhia anunciou ontem o lançamento de uma campanha publicitária - "Claro. É você quem faz o agora" - para reposicionar a marca, a partir do grupo unificado. Esse projeto levou cerca de um ano e teve como base estudos de mercado e da concorrência no Brasil e no mundo, com entrevistas com executivos da operadora dentro e fora do País e formadores de opinião.

A companhia anunciou também parceria com a Apple, por meio da qual os clientes poderão comprar o iPhone em parcelas, atualizando o aparelho com cada renovação de contrato de telefonia. / COM AGÊNCIA ESTADO

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