American Airlines anuncia prejuízo de US$ 328 mi

No 1º trimestre de 2007, a maior companhia aérea do mundo havia registrado lucro de US$ 81 milhões

HÉLIO BARBOZA, Agencia Estado

16 de abril de 2008 | 14h36

A AMR, controladora da American Airlines, mergulhou num prejuízo de US$ 328 milhões, ou US$ 1,32 por ação, no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período de 2007, a maior companhia aérea do mundo em volume de tráfego havia registrado lucro de US$ 81 milhões, ou US$ 0,30 por ação. Um aumento recorde de 45% nos custos dos combustíveis prejudicou o resultado da empresa, que anunciou congelamento de contratações e novas reduções de capacidade. O faturamento aumentou 5% nas mesmas bases de comparação, para US$ 5,7 bilhões.A AMR informou ainda que venderá sua participação de 90% na unidade de administração de ativos, por US$ 480 milhões, e que vai acelerar a substituição dos antigos jatos MD-80 pelos Boeings 737-800. "O primeiro trimestre provou-nos mais uma vez que os preços dos combustíveis continuam sendo uma das maiores ameaças ao nosso setor e à nossa empresa", disse o presidente e executivo-chefe da companhia, Gerard Arpey. "Também não podemos ignorar as atuais preocupações sobre a economia dos EUA e o possível impacto sobre a demanda por viagens", acrescentou.Na semana passada, a companhia teve de cancelar cerca de 3 mil vôos, devido às revisões técnicas nos MD-80. Nesta semana, a Delta Air Lines e a Northwest Airlines fecharam acordo para criar a maior companhia aérea do mundo, suplantando a American.As despesas com combustíveis aumentaram US$ 665 milhões em relação ao primeiro trimestre de 2007, considerando o mesmo volume consumido. Em documento submetido à Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários americana) há três semanas, a AMR aumentou em mais de US$ 1 bilhão sua projeção de gastos com combustível neste ano, ou 12% acima da previsão de janeiro.A disparada dos combustíveis e a desaceleração econômica dos Estados Unidos devem mergulhar outras companhias aéreas em resultados negativos. As empresas estão conseguindo crescer no mercado internacional, mas a competição acirrada e o aumento de quase 30% no preços dos combustíveis desde janeiro levaram várias companhias a pedir concordata. As informações são da Dow Jones.

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