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American e British Airlines recebem alerta da União Europeia

Acordo das companhias para coordenar preços é visto como violação de regras de competitividade

Pete Harrison e Tracy Rucinski, da Reuters,

02 de outubro de 2009 | 13h29

A American Airlines e as parceiras da aliança Oneworld, British Airways e Iberia, enfrentam novos obstáculos antitruste da União Europeia, conforme buscam estender um acordo para incluir preços e horários coordenados.

 

As companhias aéreas planejam aprofundar o pacto para aproveitar o acordo "Open Skies" entre os Estados Unidos e a União Europeia, com o foco nas rotas entre EUA, México, Canadá UE, Noruega e Suíça. Contudo, reguladores da UE disseram que o plano pode violar regras de preservação da competitividade.

 

As parcerias são vistas como uma alternativa lucrativa no lugar de fusões e investimentos de larga escala. As três companhias aéreas solicitaram imunidade antitruste ao governo norte-americano para o pacto transatlântico.

 

A Comissão Europeia, que abriu um inquérito tanto para a Oneworld como para a Star Alliance em abril, esta última incluindo Air Canada, Continental Airlines, Lufthansa e United Airlines, disse ter enviado uma notificação aos três membros da Oneworld.

 

A comissão pode estar preocupada que a aliança possa monopolizar certas rotas e levar a menos voos para alguns destinos, informou o advogado da Allen & Overy, Martin Bechtold.

 

"O que acontece nessas parcerias é que os membros decidem atender a destinos conjuntamente, por exemplo, oferecendo um voo em vez de três. O argumento deles seria que isso não é restritivo e cria eficiências", disse ele.

 

A Iberia informou nesta sexta-feira que está pronta para cooperar com a Comissão Europeia e que busca encontrar soluções. A companhia aérea rival Virgin Atlantic, por sua vez, afirmou que as preocupações com a competitividade são justificadas. A comissão, organismo de vigilância da União Europeia, disse que a investigação sobre a Star Alliance também prossegue.

 

A indústria aérea deve registrar prejuízo de 11 bilhões de dólares em 2009, com a fraca demanda de passageiros e por transporte de carga prejudicando a receita, de acordo com a Iata, associação internacional que representa o setor.

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