Americana Gap terá lojas no Brasil em 2013

Empresa planeja se instalar, inicialmente, em São Paulo e no Rio e expandir sua presença no mercado brasileiro nos próximos 5 anos

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2012 | 02h07

A Gap planeja abrir as primeiras lojas no Brasil no ano que vem para expandir sua presença internacional. "Como o Brasil é o quinto maior país do mundo e a maior economia da América Latina, nossa percepção é de que esse mercado nos dará uma oportunidade de crescimento incrível", disse Stefan Laban, diretor de alianças estratégicas da varejista de moda americana.

A empresa planeja, inicialmente, abrir lojas em São Paulo e no Rio e, em seguida, expandir sua presença no mercado brasileiro durante os próximos cinco anos. A Gap iniciou a expansão na América Latina no ano passado e já tem lojas no Chile, Uruguai, Panamá, Colômbia e México.

Fundada em 1969, em São Francisco, na Califórnia, a companhia, até 2006, estava presente somente em oito países. Hoje, já são 3,3 mil lojas em 40 países.

Crise. A Gap Inc., que inclui as marcas Old Navy e Banana Republic, foi uma das maiores marcas do varejo de moda americano durante os anos 90 e no início dos anos 2000. Tanto que na entrega do Oscar, em 1990, a atriz Sharon Stone compareceu à na cerimônia vestida com uma camisa branca da marca e uma saia de estilista em tafetá lilás.

Depois de praticamente definir o estilo básico americano nos anos 80 e 90, a rede varejista começou a afundar. Há pelo menos cinco anos, a companhia vem amargando uma crise. Concorrentes como Abercrombie & Fitch e J. Crew, além de marcas de moda rápida como H&M e Zara, são, do ponto de vista do consumidor, mais afinadas com as tendências da moda que a tradicional Gap.

Desde 2004, a companhia não registra um mês de dezembro com crescimento de vendas, sem considerar a abertura de novas lojas. A Gap espera que neste mês as coisas melhorem, seguindo a recuperação que começou a se esboçar no último trimestre. Basicamente, graças às vendas fora dos Estados Unidos, o faturamento líquido chegou a US$ 1,52 bilhão nos três meses terminados em 31 de outubro. No mesmo período do ano passado, esse total havia sido de US$ 1,47 bilhão. Uma das explicações para essa recuperação, além da expansão para outros mercados, foi o aumento na verba de marketing, que passou de US$ 26 milhões em 2011 para US$ 40 milhões este ano./AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.