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Americano cruza Atlântico pendurado em balões de gás

Com os mais avançados recursos de tecnologia da informação ele mantém-se em contato com a terra e é acompanhado em tempo real pela internet

13 de setembro de 2013 | 12h55

SÃO PAULO - Em 2008, o padre brasileiro Adelir Antônio de Carli desapareceu para sempre ao decolar em Paranaguá, no Paraná, para um voo dependurado em mil balões de gás hélio.

O padre queria fazer um voo de 20 horas para o Oeste, mas ventos inesperados o levaram para o Oeste em direção ao Atlântico.

O voo em balões já inspirou um desenho animado de sucesso, o "Up - Altas Aventuras", em 2009.

Mas também já matou cinco pessoas em doze tentativas de cruzar o Atlântico usando balões de ar quente ou balões convencionais de gás.

Agora um gerente da área de tecnologia da informação da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, decidiu fazer uma nova tentativa.

Mas, diferentemente do padre brasileiro, que não sabia usar GPS, Jonathan Trappe cercou-se de todos os aparatos tecnológicos possíveis para evitar uma nova tragédia.

Tecnologia. Sua viagem pode ser acompanhada em tempo real pela internet, em um site criado especialmente para isso. Informações enviadas por um localizador via satélite mostram em tempo real exatamente onde ele se encontra.

No momento em que esta reportagem foi publicada, ele flutuava sobre a ilha de Newfoundland, no Canadá, rumando para o norte da Europa. Ele decolou de Maine na manhã de quinta, 12, calculando a viagem até a Europa em 3 a 5 dias, dependendo dos ventos.

Para controlar a aeronave, ele vai estourar balões ou jogar fora parte do lastro (pesos).

Trata-se da primeira tentativa no mundo de cruzar o oceano Atlântico pendurado em balões de gás hélio. São 370 balões coloridos.

"Tenho medo de morrer como tudo mundo", disse ele ao jornal Daily Mail, explicando que o que o move é apenas o e´pírito de aventura.

Meteorologia. Ele confia em dados meteorológicos das melhores empresas do setor e também recebeu assessoria do meteorologista que aconselhou Felix Baumgartner em seu salto em altura recorde da estratosfera no ano passado.

Ele aguardou mais de três meses pelas condições ideais da atmosfera antes de partir.

Trappe já detém o recorde de voo mais longo com balões. A duração dfoi de 14 horas. A nova aventura deve durar mais de 60 horas, ele calcula.

Ele já voou de balões sobre o Canal da Manche e sobre os Alpes, amarrado a uma cadeira de escritório dependurada em balões de gás.

Agora ele viaja a bordo de um pequeno bote salva-vidas amarelo, para o caso de cair sobre o mar. "Se eu tocar na, será impossível decolar novamente, mas o barco vai me manter vivo", explicou aos jornalistas.

Ele também recebeu assessoria do coronel de aviação Joseph Kittinger, de 84 anos, que cuidava da comunicação de Felix Baumgartner  no seu salto de altura recorde.

Trappe vai manter contato com sua equipe em terra por telefone via satélite. Na primeira mensagem após decolar, ele avisou: "Até aqui, tudo está OK".

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