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Americanos acusam Brasil de biopirataria na soja

A American Soybean Association (ASA), entidade que representa os produtores de soja nos EUA, está exigindo que o governo norte-americano processe o Brasil por violação dos direitos de propriedade intelectual da multinacional Monsanto. A ASA acusa os agricultores do sul do Brasil de plantar soja transgênica contrabandeada sem pagar os royalties devidos à Monsanto.O site da internet da Associação traz fortes ataques aos produtores brasileiros. Na abertura do texto "ASA combate a pirataria de sementes no Brasil", foi posta uma charge que representa um produtor brasileiro vestido de pirata, carregando um saco de sementes transgênicas para um navio.O plantio de transgênicos é ilegal no Brasil, mas a ASA afirma que pelo menos 70% da produção semeada no Rio Grande do Sul em 2002 é de soja transgênica. Nos EUA, a Monsanto fez os produtores assinarem um contrato no qual se comprometem a pagar royalties pelas sementes transgênicas plantadas, o que estaria dando ao Brasil uma "indevida vantagem comparativa" sobre aos EUA. A ASA destaca que o Brasil tem ampliado as exportações de soja e atribui parte desta performance ao não pagamento dos royalties.A versão do Brasil e da MonsantoPara o governo brasileiro, a proposta da Monsanto de cobrar royalties pelo cultivo de soja geneticamente modificada inibirá o plantio ilegal na safra 2003/04, reforçando a postura do governo de proibir o plantio de transgênicos no próximo ano-safra. "Eles estão é ajudando o governo a cumprir a lei", afirmou o secretário-executivo do ministério da Agricultura, José Amauri Dimarzio.O presidente da Monsanto do Brasil, Rick Greubel, reiterou que a empresa é contra o plantio clandestino de transgênicos no Brasil. "Não estamos ganhando nada com isso, não estamos estimulando. É preferível para a Monsanto que não seja plantado um único hectare de soja transgênica, se for plantio clandestino", afirmou."Estamos cumprindo a lei desde o início, e apenas queremos definir uma fórmula que permita que toda a cadeia, incluindo o produtor e os exportadores, lucrem." Greubel disse que a empresa espera definir até julho com as empresas exportadoras uma fórmula para cobrar, a partir de 2004, os royalties da soja transgênica plantada clandestinamente no País.

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