Americanos auditarão exportadoras de camarão brasileiras

Técnicos do Departamento de Comércio dos Estados Unidos farão entre os dias 30 de agosto e 6 de setembro auditorias em três empresas brasileiras que exportam camarão para o mercado americano. As empresas são acusadas de praticar dumping na venda aos Estados Unidos. O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, informou hoje que a primeira auditoria será na empresa Cida, do Rio Grande do Norte, que foi punida com sobretaxa de 8,41% na exportação para os Estados Unidos, decisão ainda preliminar. No dia 6 de setembro, serão vistoriadas a pernambucana Netuno (sobretaxa em 12,86%) e a potiguar Norte Pesca (67,8%). Para as demais empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos será aplicada a sobretaxa de 36,9%.Os auditores dos Estados Unidos deverão comparar planilhas de custos e preços apresentados pelos exportadores ao Departamento de Comércio. Rocha lidera grupo de empresários do setor que participa hoje e amanhã, em Brasília, de uma serie de reuniões com integrantes do Executivo e do Congresso Nacional, numa tentativa de sensibilizar as autoridades brasileiras para a necessidade de uma ação política para impedir a aplicação definitiva de sobretaxas. A margem definitiva será divulgada no dia 17 de dezembro. "A eleição presidencial nos Estados Unidos influenciou na decisão do departamento de comércio. Esperamos que o governo brasileiro adote uma estratégia política, único mecanismo capaz de reverter o antidumping", afirmou o presidente da ABCC depois de reunião com o secretário-executivo da Camara de Comercio Exterior (Camex), Mario Mugnaini.O secretário-executivo reafirmou que a Embaixada do Brasil em Washington tem mantido contatos com o governo americano para tentar impedir o antidumping definitivo. A diplomacia brasileira protocolou carta no departamento com informações sobre o sistema de produção de camarão no País e destacando a importância social da atividade, principalmente no Norte e Nordeste. Até que a decisão final seja anunciada, não é possível um trabalho mais agressivo, disse Mugnaini.

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