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Americanos desconfiam de comida importada, <BR> diz estudo

O consumidor norte-americano desconfia da informação prestada por governos de outros países quando o assunto é a segurança dos alimentos. É o que mostra pesquisa realizada entre julho de 2001 e 2002 e divulgada em fevereiro na publicação trimestral "Southern Perspective". O levantamento, realizado por meio de entrevistas por correio respondidas por 819 pessoas, foi conduzido por pesquisadores de doze universidades dos Estados Unidos, lideradas pela Universidade Estadual da Carolina do Norte. Dos que responderam, apenas 13% disseram confiar em informações sobre alimentos prestadas por governos estrangeiros, contra 67% que disseram que não confiam em informações dessa origem e ante 20% que se mostraram indecisos.O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) teve o maior índice de confiança: 82% disseram acreditar nas informações prestadas pelo USDA, ante 75% que confiam na Food and Drug Administration (FDA) e 72% que confiam na Environmental Protectin Agency (EPA). Numa divisão por categoria profissional, 70% disseram acreditar nas informações prestadas por produtores rurais. Autoridades eleitas não são fonte confiável para 63% dos entrevistados, ante 20% que confiam e 17% indecisos. Temos aumenta após atentadosParte dos questionários foi enviada após os atentados de 11 de setembro de 2001. Nessas amostras, que foram respondidas por 196 pessoas, os pesquisadores acrescentaram três perguntas relativas ao terrorismo. As amostras revelam que a preocupação com a segurança da cadeia alimentar dobrou após os ataques. Das 196 pessoas, um total de 46% disseram que, antes dos ataques, preocupavam-se "um pouco" (28%) ou "muito" (17%) com a segurança de sua oferta de alimentos. Em contraste, 91% passaram a ter "alguma" (36%) ou "muita" (55%) preocupação após os ataques terroristas de setembro. Adicionalmente, 85% concordaram que a cadeia alimentar é um dos maiores temores, entre as diferentes formas como terroristas poderiam atacar o público norte-americano. Rejeição à carne sul-americanaA pesquisa revela outros dados relevantes sobre a opinião dos consumidores norte-americanos a respeito da segurança, do sabor, teor nutritivo e preço dos alimentos que consomem. Sobre o consumo de carnes, o levantamento mostrou que apenas 21% dos entrevistados comeriam carne produzida na América do Sul; 47% disseram que não comeriam carne de origem sul-americana e 33% disseram não ter certeza sobre o assunto. Em comparação, 92% comeriam carne produzida nos dos EUA, ante 3% que não comeriam e 5% indecisos. Sobre a produção da Inglaterra, 59% recusariam comer carne inglesa, e 54% não comeriam carne produzida nos demais países europeus. Segundo o relato da pesquisa, 80% dos entrevistados temem problemas sanitários decorrentes de métodos de criação pecuária em outros países, ante 57% que se preocupam com os métodos de criação nos Estados Unidos. Dos que responderam à pesquisa, 74% responderam que tem alguma ou muita importância que os alimentos que consomem sejam "criados (ou cultivados) nos EUA" e 76% disseram que é importante que sejam "processados nos EUA". 68% dos entrevistados disseram que pagariam mais por alimentos cultivados ou criados nos EUA em vez de fora do país. Apenas 13% dos entrevistados que responderam à pesquisa disseram que não pagariam mais por alimentos cultivados ou criados em território nacional. Biotecnologia e rotulagem de transgênicos e o impacto ambiental da produção agropecuária são outros temas abordados. O relato da pesquisa pode ser lido em inglês no endereço eletrônico http://srdc.msstate.edu/publications/wintersp03.pdf.

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