Alex Silva/Estadão
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Black Friday: americanos estão mais cautelosos com os gastos

Pesquisa mostra que só 32% planejam gastar mais do que no ano passado no fim de semana da Black Friday

Altamiro Silva Júnior, corresppndente, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2015 | 02h03

NOVA YORK - A data comercial mais esperada do ano nos Estados Unidos, a Black Friday, começa hoje com a expectativa de volume de venda maior que nos últimos anos, mas com o consumidor americano dando sinais de que será cauteloso nos gastos.

A previsão é que as vendas de fim de ano no país cresçam 3,7% e movimentem US$ 650 bilhões, ritmo de expansão menor do que o de 2014, que ficou em 4,2%, segundo estimativas da Federação Nacional de Varejo (NRF, na sigla em inglês) que consideram as vendas até o Natal.

A Black Friday, que sempre ocorre na sexta-feira após o feriado de Ação de Graças, dá a largada oficial para a temporada de vendas de fim de ano nos Estados Unidos. Redes como as gigantes Walmart, BestBuy e Target vêm anunciando agressivamente suas promoções em comerciais na tevê, encartes nos jornais e na internet. O consumo responde por quase 70% da economia dos Estados Unidos, mas os indicadores recentes indicam que o americano tem preferido poupar nos últimos meses, mesmo com a melhora da economia e do mercado de trabalho, que têm criado 230 mil vagas em média por mês.

Mesmo a queda do preço do petróleo, que nos EUA é repassada imediatamente ao preço dos combustíveis, não foi suficiente para fazer o consumo crescer a taxas mais expressivas. Em outubro, as vendas no varejo tiveram aumento de apenas 0,1%, seguindo dois meses de vendas estagnadas. Isso mesmo com indicadores, divulgados na quarta-feira, mostrando aumento de 0,4% na renda das famílias no mês passado.

Para o economista-chefe da consultoria Pantheon Macroeconomics, Ian Shepherdson, a expectativa é que esse aumento da poupança se mostre temporário e as famílias usem os recursos extras guardados até agora para reforçar as compras de fim de ano. Os consumidores chegam à temporada de vendas de Natal nos EUA, diz ele, com dinheiro na conta bancária, menos dívidas e com menos temores sobre os rumos da economia. Os índices de confiança dos consumidores americanos na economia estão em níveis históricos de alta, ao contrário dos brasileiros, que caíram para níveis historicamente baixos. O índice calculado pela Universidade de Michigan subiu para 91,3 em novembro.

Os economistas do banco Wells Fargo, Eugenio Alemán e Michael Brown, projetam um ritmo de crescimento de 3,4% para as vendas de fim de ano nos EUA, um pouco menos que a aposta da NRF. Para eles, a falta de pressão inflacionária no país, a melhora do mercado de trabalho e a maior confiança nos rumos da economia demonstrada pelos americanos apontam para um bom final de ano para o varejo, mas com os consumidores cautelosos. O gasto médio por pessoa deve ficar em US$ 805,65, não muito diferente do ano passado, de US$ 802,45.

Confiança. Uma pesquisa da PricewaterhouseCoopers sobre as intenções de gastos neste final de ano nos EUA mostra que os consumidores estão "otimistas, mas cautelosos", com 53% planejando gastar o mesmo montante que no ano passado e uma menor parte (32%) afirma que pretende gastar mais. No ano passado, 136 milhões de americanos fizeram compras no fim de semana que começa com a Black Friday.

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