Amil estuda aquisição de novos hospitais no País

Operadora de planos de saúde pretende ampliar sua rede de 22 hospitais e prevê forte investimento no Rio

MARIANA DURÃO / RIO, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2012 | 03h04

A operadora de planos de saúde Amil mapeou o mercado brasileiro e estuda novas possibilidades de aquisição para ampliar sua rede própria de 22 hospitais no País. No Rio, há espaço na capital e no interior do Estado, segundo o diretor-superintendente da Amil, Cássio Zandoná. A operadora investirá R$ 640 milhões até 2014 para ampliar seus hospitais no Rio.

O plano da empresa inclui novas unidades na Zona Oeste e na Zona Sul cariocas, e será financiado com recursos do caixa, de captações no mercado e até com dinheiro do BNDES, onde a empresa aguarda a aprovação de um financiamento. A empresa briga para manter a liderança no cada vez mais competitivo mercado fluminense, onde tem 1,7 milhão de clientes e fatia de 25%.

O Estado do Rio responde por 28% da receita da Amil, de R$ 9,3 bilhões em 2011. "Apostamos no crescimento da economia do Rio com o pré-sal, Copa e Olimpíada. Estamos nos preparando para competir em todos os segmentos econômicos", diz.

Depois de São Paulo, onde a Amil é líder com 11% do mercado, o Rio é o Estado que mais recebe aportes do grupo - na capital, o grupo passará a ter nove hospitais. A Amil acaba de arrendar a área hospitalar desativada da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), na Lagoa, área nobre da Zona Sul, por 20 anos. Ali serão investidos R$ 20 milhões em um hospital de referência em ortopedia e traumatologia e na recuperação da unidade de reabilitação (filantrópica).

Já a lista de novos empreendimentos é liderada pelo Hospital das Américas, na Barra, região de maior crescimento populacional e imobiliário da cidade e ainda carente de bons hospitais. Orçado em R$ 500 milhões, dos quais apenas 20% já investidos, o complexo médico de 450 leitos fica pronto em 2014.

Os 285 consultórios médicos, no entanto, já foram vendidos, e iniciam atividades neste ano. "Teremos ali hospitais para os públicos A,B e C. O desafio é ter produtos que caibam em todos os bolsos", avalia Zandoná.

Na área de pesquisa, a vedete do Hospital das Américas será a cirurgia robótica, com equipamentos importados dos EUA. A Amil terá ali um centro de treinamento para a América Latina, em parceria com um centro de referência americano em cirurgia robótica. O grupo aposta também na recuperação da hotelaria de seus hospitais cinco estrelas: o Pró-Cardíaco e o Samaritano.

Recém-adquiridos pelo grupo, eles vão quase saltar de 90 para 150 leitos cada até o ano que vem.

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