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Amorim: acordo da Rodada Doha deve ter apoio de Obama

Para chanceler, será difícil para o presidente eleito se contrapor a um acordo celebrado por 153 países

Denise Chrispim Marin,

19 de novembro de 2008 | 20h05

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, indicou nesta quarta-feira, 19, que considera improvável que o futuro novo governo dos Estados Unidos rejeite o acordo final da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC). O chanceler explicou que o Partido Democrata (vencedor das eleições para a Presidência da República e para o Congresso dos EUA em 4 de novembro) tem uma visão multilateralista e que será muito difícil para o presidente eleito, Barack Obama, se contrapor a um acordo celebrado por 153 países que inclui os próprios Estados Unidos. "Nesse caso, é muito melhor ele (governo Obama) aceitar", disse Amorim. Na avaliação do chanceler brasileiro, o texto do acordo final da Rodada Doha, que há alguns meses poderia ser considerado "chocho", hoje dará um sinal positivo para a economia real. E os termos do entendimento trarão amplas vantagens em termos de abertura de mercados e eliminação de distorções no comércio internacional, mas também acarretarão um custo para todos os países e para seus governantes, sem distinção (inclusive para Obama). Questionado sobre a resistência da Índia, da China e da Indonésia ao acordo, Amorim afirmou que esses países também se preocupam com o fracasso da Rodada e querem uma solução. O ministro lembrou que, logo após a determinação dos líderes do G-20, no último sábado (15), no sentido de que os dois principais acordos da Rodada (agrícola e industrial) sejam concluídos até o fim do ano, o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, convocou uma reunião dos 30 países mais influentes da organização, na segunda-feira, para dizer que o impulso político já está dado e que, agora, falta o avanço nas questões técnicas. Em princípio, uma reunião ministerial deve ser convocada por Lamy em dezembro para, na versão mais otimista, fechar o acordo. Para Amorim, a melhor data seria o dia 8 de dezembro, porque isso daria tempo para que qualquer impasse possa ser diluído até, possivelmente, o dia 19, quando ocorre a reunião do Conselho da OMC, a última do ano. Com isso, haveria menor risco de a Rodada Doha fracassar por uma razão logística como aconteceu na Conferência de Seattle, em 1999. Naquela ocasião, as negociações não puderam prosseguir, porque o aluguel da sala de reuniões havia expirado.

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