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Amorim admite uso de salvaguardas contra produto argentino

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, admitiu hoje que se a Argentina adotar salvaguardas contra produtos brasileiros, o mesmo mecanismo terá que ser utilizado pelo Brasil, contra os produtos argentinos. "Salvaguarda, evidentemente, é um instrumento de limitação de comércio. Nós temos procurado resolver os problemas com a Argentina de outra forma.. Evidentemente se o instrumento da salvaguarda for adotado contra os produtos brasileiros, ele terá que ser utilizado também quando houver problemas em relação a produtos argentinos. Mas nós achamos que há maneiras melhores de resolver essas questões", disse o ministro, que participa, em Belo Horizonte (MG), das discussões finais para a 27ª reunião de Cúpula do Mercosul, amanhã, em Ouro Preto."Nós reconhecemos que existe um problema. O problema tem de ser enfrentado. Não achamos que salvaguardas seja a melhor maneira de resolver, Mas não vamos ficar no não categórico, porque do lado brasileiro também tem muita gente, até com certo oportunismo, querendo que haja salvaguardas para eles também aplicarem essas salvaguardas sobre os produtos argentinos. Comércio é uma coisa que tem muita gente - e isso é natural - envolvida com interesses imediatos. Mas quem está no governo não pode pensar só no curtíssimo prazo. Curto prazo é importante, porque senão não chegaremos a longo prazo. Mas nós temos que ter uma visão estratégica e o Mercosul é um projeto estratégico", afirmou o ministro, em entrevista ao Bom Dia Brasil, da TV Globo."Problema não é Kirchner"Celso Amorim não acredita que o problema das relações entre Argentina e o Brasil seja o presidente do país vizinho, Néstor Kirchner. Para Amorim, as relações com o governo argentino vão bem. "Há dificuldades que são naturais no período de retomada da economia argentina, depois de um período de grande crise industrial, e são dificuldades que não ignoramos, mas que estão sendo enfrentadas com criatividade, com espírito de solidariedade, como parte de uma coisa mais ampla que é a paz e a solidariedade na região da América do Sul", afirmou.O ministro reconhece que o Mercosul sofreu embates por motivos internos e externos, mas ressaltou que há uma fila de países interessados em negociar com o Mercosul como Canadá, Coréia, Japão, além da União Européia e dos Estados Unidos no contexto da Alca. "Então, eu não vejo motivos para pânicos e atitudes intempestivas (contra o Mercosul) que seriam negativas a esse projeto que é um dos mais importantes da política externa brasileira, que começou no governo Sarney/Alfonsin, continuou em vários governos, é um pilar da política externa brasileira para a paz e segurança do Continente", concluiu.

Agencia Estado,

16 de dezembro de 2004 | 09h21

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