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Amorim aponta interferência dos EUA na venda de aviões

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, declarou hoje que o Itamaraty identificou indícios de que o governo dos Estados Unidos estaria obstruindo uma operação de venda de aviões militares Supertucano, fabricados pela Embraer, ao governo da Venezuela. Questionado sobre as acusações feitas ontem pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, sobre essa tentativa de Washington bloquear, Amorim advertiu que a iniciativa seria contraproducente aos esforços do Brasil em melhorar o diálogo entre os Estados Unidos e a Venezuela."Se nós procuramos melhorar o diálogo entre a Venezuela e os Estados Unidos, uma restrição desse tipo seria contraproducente até mesmo para esse nosso esforço", declarou. "Os aviões da Embraer objetos dessa compra são reconhecidamente de boa qualidade e não têm poder ofensivo que possa abalar a segurança da maior potência do mundo", acrescentou Amorim.Ontem, logo depois de encontrar-se com Amorim, o subsecretário de estado americano para América e Caribe, Thomas Shannon, preferiu não comentar o assunto, ao ser abordado pela imprensa. O tema, entretanto, foi tratado nas conversas que ele manteve no Itamaraty. Para o Brasil, a operação de venda de 24 Supertucanos às Forças Armadas da Venezuela (FAV) representa um negócio de US$ 230 milhões. Envolveria ainda a modernização de 18 Tucanos em uso pelas FAV. Toda a operação teria o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).Ao denunciar o bloqueio americano, Chávez insinuou que buscará o fornecimento da China, caso o Brasil não disponha a concluir a operação, durante um discurso a soldados na Escola de Comando Militar, em Caracas. De fato, os Estados Unidos têm se movimentado intensamente contra todas as iniciativas do governo Chávez de adquirir novos armamentos no exterior, sob o pretexto de que a Venezuela poderia valer-se de suas forças militares melhor equipadas em ações desestabilizadoras na América do Sul. A cada nova situação, Chávez rebate com seus acalorados discursos de que os Estados Unidos estariam prontos para invadir o seu país.

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