Amorim compara etanol de cana-de-açúcar a colesterol bom

Ministro afirma que o álcool que prejudica a produção de alimentos é o de milho; 'O colesterol bom salva'

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

25 de abril de 2008 | 13h26

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, comparou nesta sexta-feira, 25, o etanol de cana-de-açúcar produzido pelo Brasil com o colesterol bom. De acordo com ele, "o etanol é como colesterol: tem o bom e o ruim".  Veja também:Crise na oferta de alimentos é passageira, diz LulaAlimentos triplicam alta e IPCA-15 mais que dobra em abril ONU alerta para crise global real com alta de alimentosEspecial: Entenda a crise dos alimentos  Itaipu, um gigante polêmico Câmara Setorial de Arroz descarta a possibilidade de desabastecimento   Abitrigo estima que o preço continuará subindo nos próximos meses  Ele comentou que o etanol de cana-de-açúcar não está provocando a diminuição da produção de alimentos. Isso estaria sendo feito pelo etanol de milho, fabricado nos Estados Unidos. "O colesterol bom salva", disse. Segundo Amorim, o etanol de cana é parte da solução. Em homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer promovida pela Coppe-UFRJ, ele afirmou ainda que se o biocombustível está diminuindo a produção de alimentos, "não é na África".  Itaipu O ministro comparou as concessões aos países pobres vizinhos com as que eram feitas anteriormente pelo Brasil aos países desenvolvidos. "O Brasil sempre se curvava aos Estados Unidos e à Europa e não tinha problema. Quando é com um país mais pobre, vizinho, não pode", afirmou. Celso Amorim disse também que os problemas dos países próximos ao Brasil podem ter conseqüências ruins para o País. "Se houver, Deus nos livre, uma guerra civil na Bolívia, seremos os que mais sofrerão", disse. O ministro disse ainda que "com o FMI podia, com a Bolívia não pode - não sei porque essas pessoas tem mais medo do FMI do que da Bolívia". Amorim defendeu também que o Brasil ajude o Paraguai "com espírito de solidariedade e com realismo". "Não dá para mexer no tratado (de Itaipu)", disse. Ele defendeu, no entanto, que haja uma negociação e que os dois países conversem para que o Brasil apóie o Paraguai. Segundo o chanceler, existem várias alternativas para que o Brasil ajude o Paraguai, inclusive a de apoiar a criação de uma linha de transmissão para que o país vizinho utilize mais a energia produzida em Itaipu. "O Brasil fez pouco pelo Paraguai até hoje", afirmou Amorim.Ele foi enfático também ao dizer que interessa ao Brasil a prosperidade do Paraguai.

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