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Amorim defende Doha e afirma que não existe 'plano B'

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que a única garantia contra o ressurgimento do protecionismo econômico, principalmente após a crise econômica mundial, seria a conclusão da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). "Não há plano B para Doha. O plano B óbvio é todo mundo se dedicar a acordos bilaterais e também vamos tratar de fazer os nossos, mas com a consciência de que isso não resolve os problemas centrais dos subsídios agrícolas dos países mais ricos, que motivaram o início da Rodada."

RAQUEL MASSOTE, Agencia Estado

18 de agosto de 2009 | 14h06

Durante palestra no "Five Diamond International Cycle", promovido pela Fundação Dom Cabral (FDC), em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, o ministro apontou que desde o agravamento da crise mundial aumentaram as pressões protecionistas e também para a conclusão das negociações. Amorim, no entanto, se disse cauteloso quanto à possibilidade de mudança de posição do governo dos Estados Unidos, que mesmo depois da troca de presidente evoluiu muito pouco. De acordo com ele, ainda é cedo para manifestar qualquer decepção com o governo do presidente Barack Obama. "Nestes últimos seis meses, a posição dos Estados Unidos evoluiu muito pouco, de um momento de incerteza até uma posição muito semelhante da que os republicanos defendiam no final do ano passado. Mas este é um período de aprendizado normal", avalia.

As negociações da Rodada Doha começaram há oito anos e foram paralisadas no fim do ano passado por divergências entre Estados Unidos, China e Índia. O impasse maior continua sendo o corte de subsídios agrícolas. Por outro lado, países desenvolvidos buscam maior acesso de seus produtos nos mercados emergentes. Em julho do ano passado, em Genebra (Suíça), as negociações de Doha foram abandonadas após a recusa dos Estados Unidos em aceitar a reivindicação da Índia de medidas para proteger setores vulneráveis contra uma enxurrada de importações.

Para Amorim, o principal obstáculo para a conclusão das negociações continuam sendo as demandas exageradas dos Estados Unidos. "Até julho do ano passado (antes do agravamento da crise econômica mundial) tínhamos um quadro de negociação estável". Conforme o ministro brasileiro, as negociações da Rodada não impedem, no entanto, que os países optem por acordos bilaterais, mas isso não resolveria a questão do protecionismo dos mercados. O chanceler brasileiro informou que o Brasil pretende avançar na elaboração de um acordo de comércio com o México, bem como com a União Europeia. Ontem, porém, ao sair de um encontro com o presidente Lula, o presidente do México, Felipe Calderón, reconheceu que ainda há reservas em seu país à ampliação de um acordo de redução das tarifas de importação com o Brasil.

Ao final da apresentação, Amorim reconheceu, no entanto, que está "cauteloso", quanto à continuidade das negociações. "O momento é difícil, mas isso é um processo", afirmou. A expectativa é de que haja um avanço em uma nova reunião que deverá ser realizada em Nova Délhi (Índia). "Teríamos de encontrar formas mais criativas para atender algumas reivindicações que possam existir dos Estados Unidos, mas sem criar desequilíbrios nas negociações, ou que as inviabilize".

Colômbia

Celso Amorim voltou a dizer que acha natural que o acordo firmado entre Colômbia e Estados Unidos, para a instalação de bases americanas em território colombiano, gere preocupação nos países vizinhos. Ele reiterou que a Colômbia deveria fornecer uma "garantia de valor jurídico" de que seu acordo com os EUA não permitirá em hipótese nenhuma incursões militares fora do território colombiano. "Tem que encontrar formas de dar garantias ou de estabelecer diálogo de tranquilidade", disse.

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