Amorim defende entrada da Bolívia no Mercosul

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu nesta quarta-feira a entrada da Bolívia no Mercosul. Ele disse que "não lembra decór" do teor exato do pedido da Bolívia de inclusão no bloco, mas afirmou que "a minha interpretação é de que querem entrar como membro pleno". O ministro disse que, se dependesse exclusivamente da sua avaliação, não seria criado um grupo de trabalho para avaliar a adesão da Bolívia, e sim seria acolhido primeiro o pedido dos bolivianos e depois criado um grupo para detalhar o processo de inclusão.O ministro, que chegou no fim da tarde desta quarta ao Hotel Copacabana Palace, onde terá início nesta quinta a Cúpula do Mercosul, comentou também a reunião que foi realizada no Rio entre técnicos do Mercosul e representantes de países do Golfo Pérsico. Segundo Amorim, os países árabes têm grande disponibilidade de capital e são potenciais investidores nos países do Mercosul. "Faria bem a todos os países do bloco uma negociação com o Golfo Pérsico", disse. Ele lembrou que o Brasil exporta anualmente cerca de US$ 6,5 bilhões para o conjunto de países árabes.Amorim comentou também as rusgas que têm ocorrido entre países do bloco em torno de tarifas, como é o caso da resistência argentina à idéia de facilitar as exportações do Uruguai e do Paraguai dentro do bloco. "Temos que ter um espírito de generosidade no Mercosul, se todo mundo ficar olhando tudo só mesquinhamente...", afirmou. Amorim confirmou que o presidente Lula deverá ter no Rio, entre quinta e sexta-feira, reuniões privadas com os presidentes da Argentina (Néstor Kirchner), do Chile (Michelle Bachelet), e da Colômbia (Alvaro Uribe).

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