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Amorim divulga nota rebatendo críticas de EUA e UE

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, divulgou um comunicado hoje em resposta aos ataques feitos hoje pelos representantes da União Européia (UE) e dos Estados Unidos. "Estamos chegando aos dias finais da reunião ministerial de Cancún. É ainda mais importante, nesse estágio, que concentremos nossos esforços em tentar negociar e não direcionar nossas energias atacando países ou grupos de países", destaca o comunicado.Segundo o documento, o Brasil está comprometido em trabalhar na direção de alcançar uma conclusão bem-sucedida do encontro de Cancún "em linha com o mandado de Doha, o qual, na Agricultura, deveria abrir caminho para uma reforma fundamental no comercio agrícola. Essa tem sido também a atitude do G-21, o qual temos a honra de coordenar", afirma o comunicado.PressãoO ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, havia explicado hoje que os países mais ricos vêm fazendo pressão sobre os países em desenvolvimento, buscando algum ponto de vulnerabilidade do G-21. Na reunião de ontem entre o grupo e os Estados Unidos, por exemplo, o ministro Furlan disse que o representante comercial dos Estados Unidos, Robert Zoellick, foi bastante provocativo. "Ele (Zoellick) disse que não viu ainda uma lista de reivindicações do G-21, mas que gostaria de saber o que os países em desenvolvimento têm a oferecer em troca na hipótese de ele atender parcialmente as reivindicações", comentou Furlan. Segundo o ministro brasileiro, o G-21 ainda não está confortável de abrir totalmente suas posições para os americanos "porque o sentimento é de que as declarações de Zoellick são mais uma provocação sem haver nada de concreto por parte dos americanos". Indagado sobre quem estaria mais flexível nas negociações com o G-21, se americanos ou europeus, Furlan lembrou que os americanos têm mais pontos de convergência com aquilo que o G-21 pleiteia, como a eliminação dos subsídios as exportações agrícolas.

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