Amorim diz que Petrobras quer permanecer no Equador

Segundo chanceler brasileiro, governo prometeu ser flexível na renegociação dos contratos da Estatal

Alonso Soto, da Reuters,

05 de outubro de 2007 | 17h32

A Petrobras quer permanecer no Equador apesar da medida inesperada do governo local de aumentar a participação substancialmente nas receitas com o petróleo no país, afirmou o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, nesta sexta-feira, 5. O presidente do Equador, Rafael Correa, também havia prometido ser flexível nas conversas para a renegociação dos contratos da Petrobras, disse Amorim a repórteres. Ele afirmou que as empresas brasileiras ainda estão positivas em relação a investimentos no país andino. "O importante é que a Petrobras quer estar aqui", afirmou Amorim em entrevista à imprensa. "O que escutei do presidente foi a disposição de uma flexibilidade de negociação para encontrar termos adequados." Correa decretou na quinta-feira que empresas como a espanhola Repsol e a Petrobras entreguem 99% da renda extra com petróleo que elas ganham quando os preços da commodity sobem acima de um valor de referência estabelecido. Anteriormente, as operadoras tinham que entregar ao Estado 50% da renda extra nessas situações. A ministra das Relações Exteriores do Equador, Maria Espinosa, também afirmou a repórteres que o governo está perto de aprovar uma licença ambiental para a Petrobras explorar o bloco 31. Correa, aliado do presidente venezuelano Hugo Chávez, prometeu revisar contratos de petróleo e aumentar a intervenção estatal na economia como parte de uma série de reformas propostas por seu governo.

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