Amorim: idéia de o FMI alertar sobre crises é boa

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, comentou três propostas apresentadas hoje de manhã no Fórum Econômico Mundial pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e aprovou-as com ressalvas. Segundo Brown, as instituições multilaterais, fundadas nos anos 40, estão despreparadas para os desafios do século 21.O Fundo Monetário Internacional (FMI) deveria ser capaz, disse o primeiro-ministro britânico, de operar um sistema de alerta e de prevenção de crises como a das hipotecas imobiliárias americanas. "A idéia é boa", admitiu Amorim, mas para isso o FMI teria de ser não só um xerife dos pobres, mas também um supervisor eficiente das economias avançadas.Brown propôs, em segundo lugar, pela Organização das Nações Unidas (ONU), de uma força de intervenção rápida, capaz de interromper mortandades como as de Ruanda e outras ocorridas em várias regiões. "Nada contra", disse Amorim, "desde que a intervenção seja autorizada pelo Conselho de Segurança." Seria necessário, acrescentou Amorim, reformar o próprio Conselho - e com isso lembrou, mais uma vez, a pretensão brasileira de ocupar um assento permanente.Na terceira proposta, Brown defendeu a conversão do Banco Mundial numa instituição dedicada também à defesa do ambiente. "A idéia não é nova", comentou Amorim, porque projetos financiados pelo banco já devem ser acompanhados de avaliação de impacto ambiental. "Mas é necessário não se abandonar o combate à fome e à pobreza, os maiores inimigos do ambiente", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.