Amorim nega mal-estar com Argentina na Rodada Doha

Amorim disse que, ainda que os dois países sejam sócios no Mercosul, 'cada um julga com sua própria cabeça'

AE, Agencia Estado

26 de julho de 2008 | 12h59

O chanceler Celso Amorim justificou a aceitação por parte do Brasil do projeto de acordo na Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) e negou que isso tenha criado um mal-estar com a Argentina. Amorim disse que, ainda que os dois países sejam sócios no Mercosul, "cada um julga com sua própria cabeça". O ministro afirmou que se reuniu neste sábado com seu colega argentino, Jorge Taiana. "Não me pareceu que tenha havido um mal-estar", declarou.     Veja também: UE não aceita proposta da OMC para Rodada de Doha Quinto dia na OMC termina com princípio de acordo em Doha Rodada Doha: entenda o que está em jogo em Genebra Lula nega 'traição' a G-20 na OMC e diz que diferenças existemNo entanto, o chefe da delegação argentina em Genebra, Alfredo Chiaradia, disse à France Presse que a posição brasileira nas negociações causou tensões dentro do Mercosul. "Não por nossa causa", ressalvou o representante argentino. O conjunto de propostas apresentado pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, foi aprovado pelo Brasil, mas considerado inaceitável pela Argentina. Entre outras proposições, o pacote sugere um teto de US$ 14,5 bilhões por ano para os subsídios agrícolas dos EUA. As informações são da Dow Jones.

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