Amorim pede a Lavagna explicações sobre importações argentinas

O governo brasileiro não ficou satisfeito com a constatação de que outros países estão ocupando o espaço aberto no mercado argentino com as limitações à entrada de eletrodomésticos do Brasil. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, telefonou ao ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, e pediu que se busque uma solução para o problema. No final desta semana, o Itamaraty decidiu fazer um estudo para apurar se eram verdadeiras as notícias de que exportadores do Chile e do México estão suprindo a demanda de geladeiras com freezers para os argentinos no lugar das empresas brasileiras.De acordo com a assessoria de Amorim, em princípio, as informações estão corretas. Por isso, o governo brasileiro decidiu reagir. Em julho, quando o acordo que estabeleceu cotas de vendas para a Argentina foi fechado, o Brasil fornecia 94% das geladeiras importadas pelo país vizinho, enquanto o Chile e México respondiam por 5,5%. Até agosto, enquanto a participação brasileira caia para 83% a dos outros dois subia para 15,8%.No entender de Amorim, segundo sua assessoria, as cotas foram estabelecidas para melhorar a situação da indústria argentina e atender as preocupações manifestadas pelo setor industrial e não para beneficiar terceiros países. Lavagna, ainda de acordo com o Itamaraty, teria se comprometido a verificar a questão e retomar o assunto essa semana com o governo brasileiro.

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