Ampla oferta de algodão pressiona cotações em NY

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2012 | 03h09

A ampla oferta de algodão no mundo voltou a pesar nos preços da commodity ontem na Bolsa de Nova York. Há uma semana, o governo dos Estados Unidos elevou em 4% sua estimativa de produção do país, maior exportador mundial da fibra. Desde então, os preços retomaram a trajetória de queda dos últimos meses. Ontem, os contratos do produto para entrega em dezembro terminaram o dia em baixa de 0,71%, cotados a 72,59 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas, a expectativa de que a oferta será volumosa deve fazer com que, no curto prazo, os preços recuem para 71 cents/lb. O Rabobank, banco holandês com forte atuação no mercado de crédito agrícola, afirmou que sua perspectiva é negativa, pois os estoques de algodão devem ser grandes.

Há incertezas sobre a demanda da China, principal consumidor de algodão. De acordo com o Rabobank, atualmente a China detém 40% dos estoques globais e ainda não está claro se ela continuará comprando para aumentar reservas estatais. Nos últimos meses, os chineses importaram volumes significativos da fibra no exterior. Com isso, aumentaram os estoques locais e reduziram sua presença no mercado internacional.

Também em Nova York, os preços do açúcar e do café caíram na quinta-feira. A colheita de café e de cana evolui, com clima favorável no Brasil, e a oferta global deve aumentar nas próximas semanas. No caso do açúcar, a demanda está fraca neste momento, pois países compradores, como Rússia e China, esperam os preços cederem ainda mais.

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