Ampliação das informações de crédito vai reduzir o spread, diz Tombini

Para o presidente do BC, maior controle das operações permitirá uma redução no custo do crédito bancário no País

Ricardo Leopoldo e Anne Warth, da Agência Estado,

23 de março de 2012 | 14h36

SÃO PAULO - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que o Sistema de Informações de Crédito (SCR) vai ajudar a diminuir o spread bancário. "O detalhamento das informações vai permitir atuação do BC como regulador tanto microprudencial quanto macroprudencial de uma forma mais precisa e efetiva ao longo do tempo", comentou em discurso na cerimônia de lançamento do SCR em São Paulo.

"Com isso nós esperamos que essa medida vá ajudar no processo de redução do spread bancário, principalmente os dois segmentos muito importantes, dos grupos de renda menor e das micro e pequenas empresas, que são segmentos de alto impacto e geração de emprego", disse Tombini. "Vemos essa medida como forte para fazer com que o sistema ao longo do tempo reduza de maneira importante o spread bancário no País."

Tombini afirmou ainda que o Sistema de Informações de Crédito (SCR) vai agregar 10% aos valores analisados pela central de crédito da autoridade monetária. Na versão anterior, eram analisadas 134 milhões de informações, a partir de R$ 5 mil, o que representava um montante total de R$ 1,79 trilhão. Em sua nova fase, o SCR analisa operações de crédito a partir de R$ 1 mil, o que vai adicionar R$ 166 bilhões ao montante anterior. O universo de informações passará para 155 milhões.

Febraban

Na abertura do evento de lançamento da ampliação do SCR, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, afirmou que o novo sistema do BC vai ajudar a ampliar oferta de crédito. "O Brasil tem vários registros de crédito solidamente estabelecidos, como o Serasa, mas o sistema de informações de crédito do BC é realmente o principal veículo, imprescindível para avaliações de crédito dos bancos", disse o presidente da Febraban.

"O novo sistema vai contribuir para ampliar a concorrência e a expansão segura da oferta de crédito", disse Portugal.

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