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Ampliação de canal poderá ter empresa brasileira

Investido na função de "caixeiro-viajante", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a posição dos dois consórcios compostos por empreiteiras brasileiras que disputam a construção do maior trecho das obras de ampliação do Canal do Panamá. O lobby presidencial foi apresentado pela manhã ao seu colega panamenho, Martín Torrijos. No final da tarde, vestido de guayabera e com chapéu Panamá, Lula visitou o canal."Há muito tempo o presidente Torrijos tem demonstrado interesse pela participação de empresas brasileiras nas obras do Canal do Panamá. Ele conhece a qualidade da engenharia brasileira. Portanto, certamente o Brasil disputa isso com boa possibilidade de ganhar", afirmou, depois de seu encontro com o panamenho. "Mas é uma licitação. Vamos ter de esperar abrir os envelopes para saber quem ganha."O edital de qualificação dos consórcios deverá sair apenas em outubro. As obras de duas eclusas que fazem parte desse trecho da ampliação do canal estão orçadas em US$ 3,4 bilhões. Dois consórcios com empresas brasileiras concorrem. O primeiro é liderado pela Odebrecht e conta com a participação, entre outras, da companhia americana que construiu o canal, entre 1904 e 1914. O segundo, liderado pela francesa Bouygues, inclui as brasileiras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão.O alinhamento do Panamá ao biocombustível deram sinal de que o país pretende manter-se imune às influências da política petroleira do presidente Hugo Chávez, da Venezuela. Segundo Lula, há um projeto de alcoolduto ao longo do canal que permitiria o abastecimento da Ásia com a produção do Caribe e do Brasil.

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2011 | 00h00

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