Ampliação do CMN prevê nomeação de 9 membros pelo presidente

O projeto de ampliação do CMN (Conselho Monetário Nacional) apresentado na reunião de hoje do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) prevê que o presidente da República poderá nomear até nove integrantes do CMN, incluindo representantes da sociedade civil, mas assegurando maioria para o governo. O secretário-geral do CDES, ministro Jaques Wagner, disse que a proposta de que "até nove membros integrem o CMN deixará o presidente confortável para definir qual ampliação quer fazer". Wagner destacou que a proposta não prevê a participação específica de trabalhadores ou de representantes dos setores produtivos, mas da sociedade civil em geral. O vice-presidente da República, José Alencar, chegou a defender, há algumas semanas, a escolha de representantes do setor produtivo e das regiões do País, mas o projeto estabelece o critério mais amplo de "sociedade civil", segundo Wagner. Ele disse que a equipe econômica está acompanhando os debates e tem conhecimento da proposta. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, acha, segundo Wagner, que o projeto deve ser submetido ao presidente Lula. Wagner comentou que Palocci estaria mais "confortável" deixando o Conselho como está, mas aceita com tranqüilidade o debate do assunto. Atualmente, o CMN é integrado apenas pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central. Sem viés político O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, evitou assumir uma posição, contra ou a favor, sobre a proposta de ampliação do número de integrantes do Conselho. Ele acha que, qualquer que seja a solução, "não pode haver um viés político corporativo". Segundo ele, quando o CMN teve uma número maior de membros, ocorreu uma politização e as decisões da política macroeconômica ficaram expostas a pressões corporativas.

Agencia Estado,

19 Maio 2005 | 18h01

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