Ampliação pode elevar valor de planos de saúde em 8%

Estudo da Abramge mostra que mudanças aumentarão preço; reajuste, porém, só chega a clientes em 2009

Fabiane Leite, de O Estado de S. Paulo,

11 de janeiro de 2008 | 12h59

A ampliação de coberturas dos planos de saúde, anunciada na quinta-feira pela Agência Nacional de Saúde (ANS), pode significar um aumento de no mínimo 8% no valor dos planos, segundo estudos da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge). De acordo com diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, porém, o custo das inclusões não terá impacto na correção dos valores dos planos e seguros neste ano. Veja também: Lista dos novos procedimentos O índice de reajuste é definido pelo governo no mês de maio. O possível impacto só deverá ser repassado aos clientes em 2009, afirmou. O presidente da Abramge, Arlindo de Almeida, afirma que o setor não concorda com o veto ao repasse dos custos já neste ano. "As empresas terão de esperar um ano, vamos verificar que medidas tomar." A entidade, que reúne as operadoras de planos de saúde, anunciou na quinta que já estuda medidas judiciais contra a norma.  A partir de 2 de abril, a maioria dos brasileiros assistidos por planos e seguros de saúde passará a ter direito a cobertura de métodos anticoncepcionais que hoje não são pagos pelas empresas, como vasectomia, laqueadura e inserção de Dispositivo Intra-Uterino (DIU). Sessões de fonoaudiologia e atendimento de nutricionista também foram incluídos, mas com um número pequeno de consultas. Alguns dos caros testes genéticos para a detecção de doenças raras e cirurgias menos invasivas, feitas por meio da introdução de uma pequena câmera - as videolaparoscopias -, também terão de ser cobertas pelos convênios médicos, segundo o anúncio da ANS. No total, cerca de cem procedimentos foram incluídos. A medida atingirá 26 milhões de contratos assinados após 1º de janeiro de 1999, quando passou a valer a lei dos planos de saúde. Usuários de planos anteriores à lei mas adaptados à legislação atual serão beneficiados, mas a ANS ainda não calculou quantos são. A própria agência, no entanto, já prevê resistência das empresas de saúde privada para cumprir as novas regras, editadas por meio de resolução normativa publicada no Diário Oficial da União.

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