Anac contesta críticas feitas pela Ocean Air

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) contestou no final da tarde de hoje, em nota divulgada por sua Assessoria de Imprensa, as críticas feitas hoje à agência pelo presidente da companhia aérea Oceanair, Carlos Ebner. O executivo afirmara que a agência foi "atropelada" pela crise da Varig e ainda não conseguiu realizar o seu trabalho "que é o de regular a indústria de aviação."A Anac afirmou que o presidente da Ocean Air "está mal informado, porque a agência reguladora tem apenas quatro meses de funcionamento e já está estabelecendo as diretrizes de uma política para o setor." Um exemplo disso, de acordo com a agência, é o fato de que, "num período curto de existência, (a Anac) já fez uma consulta pública (por 30 dias, a agência recebeu sugestões e críticas às novas regras sobre distribuição de horários de pousos e decolagens nos aeroportos) e já publicou a resolução sobre esse assunto".As críticas de Carlos Ebner foram feitas hoje, em Brasília, em entrevista coletiva na qual a diretoria da Ocean Air divulgou os planos de expansão da empresa aérea. Ebner criticou também as regras definidas para distribuição dos novos "slots" (horários de pousos e decolagens) afirmando que o sistema montado - de rodízio para escolha dos espaços nos aeroportos mais movimentados - favorece as grandes companhias aéreas TAM e Gol, que já têm muitos espaços nesses aeroportos.VarigA Ocean Air também anunciou hoje que não participará do leilão da Varig marcado para amanhã, no Rio de Janeiro. O presidente da companhia disse que o maior problema da Varig são seus passivos trabalhista e fiscal. "Não vemos como blindar essa dívida", disse.O fato é que apenas a VarigLog, que fez uma oferta de US$ 500 milhões pela companhia aérea, participará do leilão. Isso porque nenhum investidor fez o depósito judicial de US$ 24 milhões para participar amanhã do leilão da Varig marcado para 10 horas, segundo informou o Tribunal de Justiça do Rio no final da tarde de hoje.

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