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Anac: governo quer mais aéreas operando no País

A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Paiva Vieira, afirmou hoje que o governo está trabalhando para que mais empresas aéreas operem no País. "O Brasil tem mercado para isso", afirmou, durante apresentação realizada hoje no Fórum Panrotas - tendências do Turismo 2009. Segundo ela, a abertura de um aeroporto importante como o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, é determinante para o crescimento das companhias aéreas que estão surgindo agora.

BETH MOREIRA, Agencia Estado

17 de março de 2009 | 17h03

Solange disse ainda que é a favor da privatização dos aeroportos no Brasil. "Em nenhum lugar do mundo há monopólio na administração aeroportuária", disse. Conforme a presidente da Anac, a administração privada é importante para estimular a concorrência entre os terminais. "Essa competição entre gestores de aeroportos pode ser saudável e proporcionar o desenvolvimento", argumentou.

Em relação à liberação das tarifas internacionais, tema de uma briga direta com a TAM, Solange lembrou que a principal justificativa da empresa é de que a alta carga tributária brasileira reduz a competitividade das empresas nacionais. A presidente da Anac ressaltou, no entanto, que um documento do sindicato que representa as empresas aéreas contrapõe o argumento da TAM.

"Esse documento mostra que 20% dos custos das empresas nacionais são mais baratos que os de empresas estrangeiras e estão basicamente atrelados a mão de obra. Outros 20% são similares e 60% são piores, sendo que 40% dizem respeito a custos com combustível", explica.

A presidente da Anac ressaltou ainda que o mercado nacional é o grande business das companhias aéreas. Segundo dados da agência, no ano passado 66% da receita da TAM veio com os serviços oferecidos no mercado doméstico. Na Gol o número sobe para 87%, enquanto na OceanAir o número chega a 95%. Solange defendeu ainda que se o porcentual de capital estrangeiro nas companhias aéreas brasileiras aumentasse, as empresas teriam mais chances de se desenvolverem.

Questionada sobre o problema do pequeno espaço entre as poltronas do aviões - o assunto já foi tema de reclamação do ministro da Defesa, Nelson Jobim -, Solange disse que a Anac está pensando em criar um selo de qualidade para as empresas que atenderem o que ela chamou de "padrão ótimo" de distância entre as poltronas. "Quem obedecer esse padrão ganha um selo de qualidade da Anac", explicou.

Santos Dumont

As empresas aéreas interessadas em operar voos de longa distância no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, devem confirmar até amanhã com a Anac quantos horários de voos pretendem operar no terminal. Segundo informações das empresas que participaram hoje do Fórum PanRotas, em sorteio realizado na semana passada, a agência concedeu provisoriamente 17 pares de voos para a TAM, 16 para a Gol, 15 para a Trip, 14 para a Webjet e 12 para a Azul.

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