Olivier Douliery/AFP - 25/11/2019
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Análise: Custo para reajustar o salário mínimo é 'o melhor dos problemas' de Guedes

O governo vai achar o espaço no Orçamento para elevar a R$ 1.045,00 o salário mínimo, como determinou o presidente Jair Bolsonaro

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2020 | 15h06

O custo de R$ 2,13 bilhões da recomposição da inflação no valor do salário mínimo de 2020 é o melhor dos problemas para a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

O governo vai achar o espaço no Orçamento para elevar a R$ 1.045,00 o salário mínimo, como determinou o presidente Jair Bolsonaro.

A decisão, antecipada ontem pelo Estado, mostra uma tentativa da equipe econômica de dar um senso de prioridade à lista de pleitos do Palácio do Planalto que se acumularam nas últimas semanas.

Todos com custo fiscal, e alguns dos pedidos claramente na direção oposta de tudo que o ministro defendeu no seu histórico discurso de posse há um ano. O mais gritante deles, a orientação dada pelo presidente para que seja concedido um subsídio na conta de luz dos templos religiosos.

Há uma preocupação crescente de Guedes e seus auxiliares com o risco dessa pressão aumentar na esteira da percepção de que a economia deslanchou e a crise fiscal passou.

Um integrante da equipe econômica resumiu desta forma o sentimento no Ministério da Economia: o maior fator de risco do governo é o próprio governo.

Guedes atua como equilibrista para administrar essas pressões. Aceita alguns desses pedidos, como o do salário mínimo, e trava outros. Mas o que se vê é um presidente cada vez mais resistente a perder as disputas naturais em qualquer governo com a área econômica por mais recursos para gastar.

Nesse campo delicado, a nova previsão de alta do PIB para este ano do Ministério da Economia, que elevou a estimativa de 2,32% para 2,40%, tem mão dupla. É um sinal positivo para 2020. Mas, ao mesmo tempo, alimenta o risco que está por vir: uma parte de o governo achar que o ajuste fiscal já foi feito.

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