Análise de solo é principal ferramenta

Para o produtor Gilberto Darci Bernardi, de Dourados (MS), a aplicação correta de adubo começa com a análise de solo. "Nas áreas de pasto que vão ser lavoura, tiro amostras e faço a correção da acidez com calcário. É o único momento em que faço o preparo convencional do solo", diz ele, adepto do sistema de integração lavoura-pecuária, com área de 1.300 hectares de soja e milho e 400 hectares de pasto.

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2011 | 00h00

"Depois lanço mão de práticas conservacionistas, como construção de terraços e subsolagem, que permite melhor aeração do solo e, consequentemente, facilita a penetração das raízes na terra, com melhor aproveitamento dos nutrientes." O plantio direto, diz, é indispensável para economizar adubo, pois favorece o acúmulo de matéria orgânica.

"O adubo fosfatado, aplicado na linha de plantio, não fica suscetível ao revolvimento da terra e, por não se dispersar em profundidade no solo, torna-se mais disponível para a planta", diz Bernardi. "Faço a amostragem anual da área, que é uma ferramenta da agricultura de precisão que permite visualizar os desníveis de fertilidade e adubar cada área conforme a necessidade."

Integração. A integração lavoura-pecuária também tem papel de recicladora de nutrientes. A braquiária consorciada com milho safrinha e que serve de alimento para o gado (plantada sozinha) tem capacidade de reciclar potássio, fósforo, enxofre e micronutrientes. "O efeito do aumento de matéria orgânica na vida do solo é evidente."

Prova disso é que a produtividade de Bernardi é de 3.300 quilos de soja/hectare, ante 2.900 quilos/hectare de média da região. Para o milho safrinha, o produtor colhe 4.800 quilos/hectare, ante a média local de 3.500 quilos/hectare. "E a inoculação de sementes com rizóbios que fixam nitrogênio é rotineira há mais de 30 anos."

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