ANÁLISE: Fed não dá sinais claros sobre quando será alta dos juros nos EUA

Para analistas, banco central dos Estados Unidos deu poucos sinais ao mercado sobre os próximos passos da instituição, mas mostrou que ainda vai monitorar dados

O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2015 | 16h36

O comunicado da reunião de política monetária do Federal Reserve deu poucos sinais ao mercado sobre os próximos passos da instituição, segundo o banco de investimentos Brown Brothers Harriman (BBH).

Em relatório enviado a clientes, o BBH ressalta que o ponto-chave do documento está no trecho em que o Fed afirma que "será apropriado elevar os juros dos Fed Funds quando for vista alguma melhoria adicional no mercado de trabalho".

O BBH comenta que haverá a divulgação de mais dois relatórios de emprego até a reunião de política monetária de setembro. "Dado que os pedidos de auxílio-desemprego caíram para novas mínimas, o momento do mercado de trabalho permanece intacto. O Fed reconheceu que a subutilização do trabalho diminuiu", afirma a instituição.

Além disso, o BBH entende que o Fed está preparado para continuar vendo inflação baixa no curto prazo. 

Para Christopher Sullivan, diretor chefe de investimentos da UN Federal Credit Union, o Fed não deu sinais claros de que pretende elevar os juros em setembro. "O Fed quer tirar os juros do zero, mas ainda quer monitorar dados antes do aperto", comentou.

Já segundo Alan Gayle, diretor de alocação de ativos da Ridgeworth Investments, embora o comunicado do Fed não tenha oferecido uma visão clara sobre quando as taxas de juros começarão a ser elevadas, a decisão unânime dos membros do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) de manter as taxas perto de zero poderia sugerir que o Fed não está completamente pronto para iniciar o aumento.

"É razoável acreditar que os membros do Fomc que querem um aumento devam votar a favor, provavelmente, em alguma reunião antes do Fed iniciar o aumento", disse Gayle. "Isso sugere que não teremos um aumento da taxa de juros em setembro", acrescentou. (Francine De Lorenzo, da Agência Estado, com informações da Dow Jones

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