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Análise: Governo não espera ágio elevado no leilão do campo de Libra

Em conversas reservadas, integrantes do governo avaliam que o leilão do pré-sal do campo de Libra não deve render um ágio muito elevado. O argumento principal, ouvido nos gabinetes oficiais, é que as empresas estrangeiras habilitadas a participar da licitação e a formar os consórcios não teriam o petróleo da bacia de Santos como estratégia central de seus negócios. Exceção feita à Petrobrás, claro.

Mauro Zanatta, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2013 | 02h07

"Essas outras todas estão no jogo global do setor. Ganhar aqui não é fundamental para a estratégia dessas gigantes no mundo", avalia uma fonte que acompanha as discussões do governo.

O bônus de assinatura do leilão, o primeiro a ser realizado no regime de partilha, tem previsão mínima de arrecadação de R$ 15 bilhões no contrato de concessão. O ágio será calculado a partir desse nível de oferta. A estatal Pré-Sal S/A (PPSA) receberá R$ 50 milhões desse bônus como capital inicial no primeiro ano de funcionamento.

O campo tem potencial estimado entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo. Por lei, a Petrobrás terá participação mínima de 30% no consórcio que vai explorar a área de 1,5 mil km².

Mas a petroleira se movimenta para elevar sua participação no consórcio vencedor em uma troca de óleo por capital, preferencialmente com estatais chinesas. Nos bastidores, o governo trabalha para garantir à Petrobrás condições de concorrer e elevar sua fatia no consórcio.

Um auxiliar da presidente Dilma Rousseff informou ao 'Estado', no fim de setembro, que o governo faria "todo o esforço" para ajudar a Petrobrás. À época, estavam à mesa alternativas como concessão de empréstimos, capitalização pelo Tesouro, redução de pagamento de dividendos e alteração na "cessão onerosa", que permitiu a troca de barris de óleo por ações da estatal.

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