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ANÁLISE-Vendas especulativas abalam momento de alta do petróleo

Os especuladores estão reduzindo suaexposição aos contratos futuros de petróleo em meio aos temoresde problemas econômicos mais amplos, mas os especialistas estãodivididos sobre se a queda sinaliza o fim da disparada dopetróleo nos últimos quatro anos. Os preços do petróleo caíram à mínima em sete semanas emrelação à máxima histórica de 78,77 dólares por barril,registrada em 1o de agosto, em meio a pesadas vendas feitas porfundos apesar da forte demanda, dos dados positivos dosestoques da commodity nos Estados Unidos e das ameaças àprodução devido a furacões. Os especialistas dizem que as vendas especulativas podemser parte de uma fuga de ativos de risco e de um esforço dealguns fundos para levantar recursos necessários como "chamadade margem" para atuar em outros mercados. "Claramente, o capital especulativo está saindo do mercado,mas levará um bom tempo até que qualquer desaceleraçãoeconômica tenha impacto sobre a demanda", disse MikeFitzpatrick do MF Global. As pesadas vendas estão escondendo os fundamentos positivosdo mercado que deveriam dar suporte aos preços. "Os preços estão se mexendo não por causa dos fundamentos,mas de fatores exógenos, e a única coisa que pode reverter issoagora é se tivermos um furacão terrível", disse JimRitterbusch, da Ritterbusch and Associates em Illinois. Os preços do petróleo quase triplicaram na comparação comos 25 dólares por barril do começo de 2003, impulsionados porcrescimento maior da robusta demanda na China e em outrospaíses em desenvolvimento; redução dos estoques globais e fluxopositivo de investimentos. Alguns especialistas sugeriram que as vendas podem testar amínima do ano, de 49,90 dólares por barril alcançada fevereiro,se houver uma tentativa súbita de investidores deixarem omercado. "Existem rumores de que algumas pessoas estão sendoforçadas a liquidar posições por causa das exigências demargem. Isso apenas aceleraria as vendas generalizadas que nóstemos visto", afirmou Eric Wittenauer do A.G. Edwards. No entanto, as preocupações com a saúde da economia globalpodem também estar impulsionando as vendas, disseram algunsanalistas. "O petróleo sendo atingido, não necessariamente sugere queele está sendo almejado como uma fonte de recursos, mas é maisuma redução de riscos, assim como as commodities não são olocal para uma reversão para queda", disse Chris Jarvis,analista do Caprock Risk Management. As vendas são especulativas, mas apontam a forte demandaglobal e as reservas apertadas dão suporte, segundo osanalistas. "Os acontecimentos, a ação dos preços, a posição dosoperadores e a presença de um risco de furacão significativoparecem estar criando uma plataforma para outro movimento paracima", escreveram os analistas do Barclays Capital. Os estoques de petróleo caem há seis semanas seguidas,reduzindo as reservas em mais de 17 milhões de barris, apesarde a oferta de derivados continuar apertada. Os pessimistas, por outro lado, acreditam que a crise dosubprime está ou causando uma desaceleração econômica ou ésintoma dela, que poderia chegar a uma recessão. Isso acabariaderrubando os preços do petróleo e desacelerando a demanda pelacommodity. "Obviamente o que está acontecendo com a economia globalestá afetando esse mercado hoje", disse Peter Beutel do CameronHanover. "Existe muita preocupação de que estejamos entrando em umarecessão, uma recessão que seria causada, em parte, pelospreços maiores da energia."

ROBERT CAM, REUTERS

17 de agosto de 2007 | 00h20

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