Análise: Voltamos ao mercado do petróleo

Concorrência se deu de maneira intensa e bônus arrecadado atingiu cifras muito maiores do que as esperadas

Adriano Pires, O Estado de S.Paulo

30 Março 2018 | 05h00

O leilão de petróleo realizado ontem no Rio surpreendeu positivamente e mostrou que definitivamente o Brasil voltou ao mercado internacional do petróleo, recuperando a estabilidade regulatória e a segurança jurídica perdidas no governo do PT.

O resultado do leilão deixou claro que, quando o governo toma medidas concretas – como mudar a Lei da Partilha, revisar a política de conteúdo local, estabelecer calendário de leilões e aprovar a Lei do Repetro –, o mercado responde e as empresas se comprometem com o aumento de investimentos. Também ficou claro que o Brasil é hoje um país preferencial para as empresas de petróleo. E não é só por causa do pré-sal. 

O leilão de ontem foi de áreas não pertencentes ao polígono do pré-sal, o modelo jurídico foi o da concessão, a concorrência se deu de maneira intensa e o bônus arrecadado atingiu cifras muito maiores do que as esperadas. Outro ponto a se destacar foi a participação da Petrobrás. A empresa abandonou a obrigação de assumir taxas de retorno patrióticas e agora tem autonomia para estabelecer parcerias sem precisar ser a operadora do campo. O resultado desse leilão e dos realizados em 2017 trazem duas certezas: a de que o setor de óleo e gás vai ter um papel de destaque na recuperação da economia e a de que os Estados, em particular, o Rio, terão a sua redenção ligada diretamente ao setor de petróleo.

DIRETOR DO CENTRO BRASILEIRO DE INFRAESTRUTURA 

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