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Analista não vê Brasil vulnerável a alta de juros nos EUA

Uma possível alta de juros nos Estados Unidos não seria devastadora para o Brasil, embora seja de se esperar algum nervosismo nos mercados. A avaliação é da analista-sênior para América Latina do The Economist Intelligence Unit (EIU), Emily Morris, em entrevista exclusiva à Agência Estado, por telefone, de Londres. "Já houve uma antecipação de uma alta (dos Fed Funds) pelo mercado brasileiro, que foi refletida nos preços dos bonds. Mas o ajuste também não foi enorme, pois o risco-País ainda está em 600 pontos-base", avaliou. "O Brasil não está tão vulnerável nem tão dependente da liquidez internacional, o que não quer dizer que não possa haver algum nervosismo."Na opinião da economista, é provável que o Federal Reserve eleve o juro americano a partir do segundo semestre, mas de maneira gradual, algo em torno de 0,25 ponto porcentual, para 1,25% ao ano.Com relação à mudança do cálculo do superávit primário, Emily acredita que o governo faz bem em se manter firme no discurso de que não haverá alterações, mas caso uma mudança tenha de ser feita é importante que isso seja analisado com muita cautela. "O Brasil não está crescendo como se esperava e a questão é como lidar com as expectativas do mercado", disse.Emily disse também que ainda não é hora para discutir uma mudança de meta inflação para 2005. De qualquer forma, ela não acredita que uma mudança afete a credibilidade do País. "O Brasil tem ido muito bem no último um ano e meio, dando muitas evidências da determinação do governo de não ´escorregar´ na sua meta. O momento para essa discussão provavelmente virá, mas não acredito que seja agora", afirmou.Segundo Emily, as pressões políticas, o manejamento das expectativas e os indicadores econômicos devem ser analisados conjuntamente antes que qualquer mudança de meta seja feita.

Agencia Estado,

24 de abril de 2004 | 00h47

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