Analistas acham McCain melhor para economia dos EUA

As propostas tributárias dorepublicano John McCain fazem dele o melhor candidato apresidente para a economia dos Estados Unidos, disseram váriosespecialistas de Wall Street que participaram do evento ReutersInvestment Outlook Summit, nesta semana. Apesar disso, diante do cenário de desemprego edesvalorização imobiliária, Wall Street está preferindo deforma racional direcionar suas doações para o rival de McCain,o democrata Barack Obama. McCain defende a prorrogação das reduções tributárias dogoverno Bush, a eliminação do Imposto Mínimo Alternativo e aredução dos impostos corporativos. Já Obama defende uma maiortaxação sobre os mais ricos e a introdução de vários tipos decréditos fiscais. "Eu diria que McCain é provavelmente o melhor candidatopara a economia, e isso é mais ou menos por causa das suaspolíticas tributárias", disse James Caron, do banco deinvestimentos nova-iorquino Morgan Stanley, durante o evento. "Neste ambiente em que estamos, a última coisa que vocêquer é ter impostos mais altos e tirar dinheiro do bolso doconsumidor", acrescentou. David Bianco, estrategista-chefe para os EUA da UBSInvestment Research, disse também que "McCain é melhor para omercado," e Alan Ruskin, estrategista-chefe internacional doRBS Greenwich Capital afirmou que "o mercado vai responder aoscortes de impostos corporativos de McCain". Apesar disso, as apostas são em Obama. O setor de finançase investimentos, por exemplo, já destinou 7,91 milhões dedólares para ele, contra apenas 4,15 milhões para McCain. E a "América Corporativa" como um todo gosta dosdemocratas. Pela primeira vez em uma geração, esse partidorecebe mais doações das grandes empresas do que osrepublicanos, segundo uma entidade que monitora o assunto. Seis em cada dez setores monitorados pelo Centro para aPolítica Responsável até o final de abril haviam contribuídocom todas as campanhas federais dos democratas, mudando atendência registrada até anos anteriores. Dito isso, o influente economista de Wall Street HenryKaufman argumentou que ainda é cedo para dizer quem levará aeconomia na direção correta. "Ambos os candidatos até agora não expressaram em detalheseus programas financeiros e econômicos", disse ele. Mas Kaufman, presidente da consultoria financeira HenryKaufman & Co, rapidamente acrescentou: "Fiquei um pouco chocadoquando o senador McCain disse alegremente que não sabe muito deeconomia, mas leva o livro de Alan Greenspan [ex-presidente doFed] embaixo do braço. Isso não me anima". Um último estrategista acha que, haja o que houver, omercado acionário dos EUA continuará bem. "Vale notar que em toda eleição presidencial desde aSegunda Guerra Mundial o [índice mercantil] S&P 500 teve ganhono quarto trimestre, quando a incerteza que certa o resultadoda eleição desaparece, com exceção a 2000 [quando o impasseeleitoral se prolongou por semanas]", disse Jeffrey Kleintop,estrategista-chefe de mercados do LPL Financial.

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