Analistas aguardam definições sobre siderúrgicas

Na terça-feira, o governo norte-americano anunciou novas regras para a importação de produtos siderúrgicos pelo país. A partir do mês que vem e durante três anos, haverá imposição de cotas e sobretaxas, as quais devem prejudicar a produção do setor siderúrgico de diversos países, entre eles o Brasil. Segundo comunicado do governo norte-americano, as medidas poderão ser revistas em 18 mesesAnalistas avaliam que, entre as siderúrgicas brasileiras com capital aberto na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Companhia Siderúrgica Tubarão (CST) e a Usiminas serão as mais prejudicadas. Porém, o impacto sobre cada uma vai depender da forma como a cota de exportação do Brasil for distribuída entre estas companhias (veja mais informações no link abaixo).Dentre as restrições norte-americanas a produtos siderúrgicos, ficou estabelecido que o aço semi-acabado - principal item da pauta de exportação de aço brasileira - terá um limite de importação isento de sobretaxa. O total é de 5,4 milhões de toneladas. Acima deste limite, haverá uma sobretaxa de 30% sobre o preço do excedente, o que encarece o produto importado no mercado norte-americano, dificultando a sua venda. A cota de 5,4 milhões de toneladas de aço semi-acabado será distribuída entre o Brasil, China, Japão, Coréia do Sul, Rússia, França, Alemanha, Ucrânia, Austrália e Holanda. O Brasil deve ficar com aproximadamente 52% dessa cota, ou seja, 2,8 milhões de toneladas, de acordo com o governo norte-americano. Esse total deverá ser divido entre as siderúrgicas brasileiras que produzem o produto. É essa divisão que definirá como cada empresa será afetada pelas novas regras norte-americanas para a importação de produtos siderúrgicos. Negociações começam na próxima semanaO Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), juntamente com representantes das empresas siderúrgicas, deve definir essa divisão na próxima semana. O governo brasileiro também estudará o que fazer em relação às medidas norte-americanas, que atingem o aço brasileiro. O mais provável é que o governo espere o resultado das negociações entre o IBS e as siderúrgicas.A discussão pode chegar à Organização Mundial do Comércio (OMC). Isso porque pode haver um efeito "dominó" no protecionismo, caso a União Européia resolva anunciar as suas restrições a produtos siderúrgicos de outros países. Além disso, empresas importadoras e consumidoras de aço nos Estados Unidos vêm criticando fortemente a posição do governo norte-americano.Veja nos links abaixo mais informações sobre as restrições norte-americanas e as perspectivas dos analistas para as siderúrgicas listadas no Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

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