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Analistas apontam problemas depois da intervenção no Banco Santos

A intervenção no Banco Santos levou muitas empresas a sacarem seus recursos que estavam aplicados em bancos de pequeno e médio portes e a transferir o dinheiro para grandes bancos e instituições públicas. Isso, segundo o diretor-presidente da Austin Rating, empresa especializada em avaliar bancos, Erivelto Rodrigues, "está gerando um problema muito grande". De acordo com ele, "os bancos menores estão passando sérias dificuldades".Ele alertou, ainda, que a decisão do BC de liberar R$ 300 milhões dos depósitos compulsórios "foi sábia e ajudou a amenizar a situação", mas não foi suficiente. "Acompanho a maioria dos bancos brasileiros, e a situação deles não é muito boa em função do risco sistêmico que se instalou em relação aos pequenos e médios bancos", afirmou.Em audiência promovida pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara para tratar da intervenção no Banco Santos, o consultor disse, ainda, que é importante discutir este caso levando em conta as perspectivas de continuidade dos pequenos e médios bancos.O diretor de Fiscalização do BC, Paulo Cavalheiro, que também participa da audiência, fez um relato do quadro do Banco Santos que levou à intervenção do BC e disse que o ato do Banco Central, adotado no início de novembro, "não descarta a possibilidade de liquidação, caso não se resolva a situação do banco". O representante da consultoria financeira, Lopes Filho, Luiz Fernando Lopes Filho, alertou ainda que há "um efeito manada" no mercado financeiro hoje que "está colocando em xeque de 25 a 30 pequenos e médios bancos". "As pessoas estão sacando de pequenos e médios bancos para se refugiarem em grandes instituições", afirmou.Revisão do riscoA revisão da força financeira dos bancos médios brasileiros, anunciada ontem pela agência de classificação de risco Moody´s Investors Service, pode demorar até 3 meses, disse a diretora sênior da instituição Celina Vansetti.A decisão da Moody´s em revisar a classificação de todos os bancos médios observados pela instituição no Brasil - Fibra, Rural e Indusval - foi justificada pela mudança de atitude do Banco Central (BC) no processo de fiscalização dos bancos, a que tende a afetar a percepção de risco dos clientes e investidores de todo o segmento. Clique aqui para ler mais sobre o assunto.

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